Brasil
Acompanhe:

Rio espera mais informações para decidir se cancela Réveillon e Carnaval

Prefeito do Rio afirmou que está conversando com prefeitos de outros municípios e com o governo do estado do Rio para decidir com tranquilidade

 (Fernando Frazão/Agência Brasil)

(Fernando Frazão/Agência Brasil)

E
Estadão Conteúdo

30 de novembro de 2021, 19h05

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou na manhã desta terça-feira, 30, que pode cancelar eventos públicos como o Réveillon e o Carnaval, mas só tomará essa decisão quando tiver mais informações técnicas sobre a variante ômicron do coronavírus, e sempre seguindo o que a Secretaria Municipal de Saúde recomendar.

"Não vamos sair cancelando coisas, como o Carnaval, não vou sair criando pânico na população. Quando a gente planeja, a gente consegue cancelar. Se tiver de adotar restrições, não será só no Carnaval. Se tiver de cancelar, vamos cancelar. Vamos planejar até o último momento. Para o Carnaval ainda tem muito tempo. Para o Réveillon, o [secretário municipal de Saúde Daniel] Soranz e o comitê científico [grupo que auxilia a prefeitura no combate à covid-19] estão olhando a situação. Vou seguir o que ele [Soranz] e o comitê científico determinarem", afirmou o prefeito, durante evento na zona portuária do Rio.

Paes contou que está conversando com prefeitos de outros municípios e com o governo do estado do Rio para decidir com tranquilidade. "Ainda não tenho um prazo para decidir. Mas qualquer coisa que represente risco para a população a gente não tem temor de tomar uma decisão", concluiu. O prefeito ressaltou que, por enquanto, os números da pandemia no Rio estão sob controle. "A pandemia ainda não acabou, mas estamos com a vacinação avançando, os números de internação e mortes em queda" afirmou.

Na segunda-feira, 29, Paes divulgou pelas redes sociais um vídeo em que afirma que o Réveillon e o Carnaval serão realizados "caso haja condições seguras", e cobrou que todos os cariocas que podem se vacinar completem o ciclo de imunização. "Diante de tanta incerteza e especulação, quero lembrar novamente que a única certeza que a gente tem é que só há uma forma de vencer a covid e ela se chama vacina", afirmou.