Brasil

Rio envia projeto à Alerj reconhecendo calamidade financeira

“A gestão das finanças públicas em meio a um estado de calamidade pública exige forçosamente medidas de exceção", afirma governador em exercício


	Alerj: o objetivo é possibilitar que o estado se enquadre no estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal
 (foto/Wikimedia Commons)

Alerj: o objetivo é possibilitar que o estado se enquadre no estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (foto/Wikimedia Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 11 de outubro de 2016 às 20h58.

O governo do Rio enviou à Assembleia Legislativa (Alerj) projeto de lei reconhecendo o estado de calamidade pública financeira, segundo havia sido anunciado em decreto publicado em agosto deste ano pelo governador em exercício, Francisco Dornelles.

O objetivo, segundo texto do Diário Oficial do estado desta terça (11), é possibilitar que o estado se enquadre no estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que exige aprovação pela Alerj para valer o estado de calamidade, permitindo que se extrapole os limites de gastos impostos pelo texto e se evite sanções como proibição de repasse de recursos federais.

“A gestão das finanças públicas em meio a um estado de calamidade pública exige forçosamente medidas de exceção. A adoção delas é necessária, inclusive, para buscar a continuidade dos financiamentos aos projetos de investimento de um governo”, informa o texto assinado por Dornelles.

“No caso do estado do Rio de Janeiro, como seguem mantidas as condições que levaram à decretação do estado de calamidade, tomo a liberdade de reivindicar junto a essa Assembleia a sua aprovação para fins de atender ao previsto no Artigo 65 da LRF. Desta forma, poderá este governo requerer que assim sejam mantidas as transferências de recursos e as concessões de crédito ao Rio de Janeiro, com os fins de o ajudar a superar as adversidades financeiras”, justificou o governador.

Entre outras coisas, o Artigo 65 da LRF dispõe que, na ocorrência de calamidade pública reconhecida pelo Congresso Nacional ou pelas assembleias legislativas, enquanto perdurar a situação, serão suspensas a contagem dos prazos e serão dispensados o atingimento dos resultados fiscais e a limitação de empenho.

Acompanhe tudo sobre:Rio de Janeirocidades-brasileirasMetrópoles globais

Mais de Brasil

Lula cresce entre independentes e Flávio perde força na direita: os detalhes da Quaest

Inmet emite aviso laranja para tempestades no Rio Grande do Sul

Michelle 'não pode desistir no meio do caminho', diz Celina sobre disputa ao Senado no DF

Moraes nega pedido para que Javier Milei visite Jair Bolsonaro