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Resultado da eleição em Pernambuco: Raquel Lyra é reeleita governadora

O ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), terminou em 2° na disputa com 44,78% dos votos

Raquel Lyra: foi reeleita governadora de Pernambuco em 2026 após uma disputa polarizada com o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB)

Raquel Lyra: foi reeleita governadora de Pernambuco em 2026 após uma disputa polarizada com o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB)

Publicado em 4 de outubro de 2026 às 21h02.

Última atualização em 4 de outubro de 2026 às 21h07.

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Raquel Lyra, do partido PSD, foi reeleita governadora de Pernambuco, de acordo com dados de apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com 98,16% das urnas apuradas, a atual governadora obteve 53,28% dos votos válidos (2.754.536 votos), enquanto o ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), recebeu 44,78% (2.315.214 votos). 

Em terceiro ficou o ex-vereador da capital pernambucana, Ivan Moraes (Psol), com 1,49% (77.245 votos). 

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De prefeita de Caruaru a governadora reeleita de Pernambuco

Raquel Lyra, do PSD, foi reeleita governadora de Pernambuco em 2026 após uma disputa polarizada com o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A vitória consolida a trajetória da política que chegou ao Palácio do Campo das Princesas em 2023 como a primeira mulher eleita para governar Pernambuco.

Nascida no Recife, Raquel é filha de João Lyra Neto, que foi vice-governador de Eduardo Campos e assumiu o governo de Pernambuco em 2014, quando Campos deixou o cargo para disputar a Presidência da República. Antes de chegar ao comando do Estado, a governadora reeleita passou pela Polícia Federal, Procuradoria-Geral do Estado, Assembleia Legislativa e pela Prefeitura de Caruaru entre 2017 a 2022.

Formada em direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Raquel trabalhou como advogada do Banco do Nordeste. Em 2002, assumiu, após concurso público, o cargo de delegada da Polícia Federal, onde permaneceu até 2005. Deixou a função depois de ser aprovada no concurso para a Procuradoria-Geral do Estado.

A entrada na política ocorreu pelo PSB, partido ao qual foi filiada entre 2007 e 2016. Entre 2007 e 2010, trabalhou no governo de Eduardo Campos como chefe da Procuradoria de Apoio Jurídico e Legislativo. Em 2010, foi eleita deputada estadual, mas se licenciou do cargo para assumir a Secretaria da Criança e da Juventude no segundo mandato de Campos. Em 2014, foi reeleita para a Assembleia Legislativa.

Em 2016, Raquel deixou o PSB e ingressou no PSDB para disputar a Prefeitura de Caruaru, no Agreste pernambucano. Eleita em segundo turno, tornou-se a primeira mulher a comandar a cidade. Em 2020, foi reeleita em primeiro turno. Dois anos depois, deixou a prefeitura, em março de 2022, para disputar o governo de Pernambuco. Na eleição daquele ano, venceu Marília Arraes no segundo turno com 3.113.415 votos, ou 58,70% dos votos válidos.

A posse, em 1º de janeiro de 2023, marcou outro momento simbólico da carreira de Raquel. Ao lado da vice-governadora Priscila Krause, do Cidadania, ela se tornou a primeira mulher a governar Pernambuco. Naquele momento, as duas também protagonizaram uma situação inédita no país: era a primeira vez que duas mulheres comandavam simultaneamente um governo estadual, como governadora e vice-governadora.

Em seu primeiro discurso no cargo, Raquel colocou o combate à fome como prioridade do governo e afirmou que pretendia recuperar o protagonismo de Pernambuco no cenário nacional. A governadora também falou sobre o aumento da miséria e da violência e sobre a perda de relevância política do Estado.

A trajetória política de Raquel também foi marcada por uma perda pessoal durante a campanha de 2022. Seu marido, o empresário Fernando Lucena, morreu em 2 de outubro daquele ano, justamente no dia do primeiro turno da eleição.

A mudança partidária voltou a marcar sua trajetória política em 2025. Depois de nove anos no PSDB, Raquel deixou a legenda e se filiou ao PSD, partido presidido por Gilberto Kassab. A troca foi motivada pelo projeto de disputar a reeleição em 2026 e pela busca de uma legenda com maior estrutura e capilaridade eleitoral. A governadora negociava a mudança desde pelo menos 2024. O MDB também chegou a ser considerado como destino, mas Raquel optou pelo PSD. Com a filiação, passou também a comandar o diretório estadual da legenda em Pernambuco.

Em 2026, a governadora enfrentou uma das disputas mais acirradas de sua carreira. O principal adversário foi João Campos, ex-prefeito do Recife e integrante de uma das principais forças políticas do Estado, o PSB. A eleição foi marcada pela polarização entre os dois candidatos e pela presença de Lula na campanha de Campos.

VEJA O RESULTADO COMPLETO DA VOTAÇÃO PARA GOVERNADOR DO PERNAMBUCO

Em 2026, o Pernambuco teve sete nomes disputando o cargo de governador:

  • Raquel Lyra (PSD) – 55
  • Guilherme Fonseca (PSTU) – 16
  • Ivan Moraes (Psol) – 50
  • João Campos (PSB) – 40
  • Professora Camila (UP) – 80
  • Renan (Missão) – 14
  • Victor Assis (PCO) – 29
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Não foi votar? Como justificar ausência do voto

Quem não pode justificar a ausência no dia do primeiro turno da eleição, tem o prazo de até 60 dias após cada turno para regularizar a situação eleitoral sem o pagamento da multa.

Os canais para realizar o procedimento online são o e-Título e o Sistema Justifica. Nesse caso, além de preencher o requerimento, é necessário anexar documentos que comprovem o motivo alegado, pois a justificativa não é automática e poderá ser ou não concedida pelo juiz eleitoral.
Adicionado:

Quem não votou no primeiro turno, pode votar no segundo?

O eleitor que não votou no primeiro turno das eleições de 2026 pode e deve votar no segundo turno. Segundo o TSE, cada turno é tratado como uma eleição independente pela Justiça Eleitoral. Isso significa que uma pessoa que não votou no primeiro turno não é proibida de ir às urnas no segundo, desde que seu título eleitoral esteja regular.
Adicionado:

Quem é obrigado a votar e justificar a ausência

O voto é obrigatório para eleitoras e eleitores alfabetizados com idades entre 18 e 70 anos. O voto é facultativo para:

  • maiores de 16 anos e menores de 18 anos;
  • maiores de 70 anos;
  • analfabetos.
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