Brasil

Renan rebate petista e diz que não deixará "imparcialidade"

O presidente do Senado rebateu Lindbergh Farias (RJ) que acusou o peemedebista de estar "errando muito" e seguir o caminho de Eduardo Cunha

O presidente do Senado, Renan Calheiros: "vossa Excelência está manchando a sua biografia em cometer um erro histórico ao colocar suas as mãos num golpe", afirmou Lindbergh Farias (Adriano Machado/Reuters)

O presidente do Senado, Renan Calheiros: "vossa Excelência está manchando a sua biografia em cometer um erro histórico ao colocar suas as mãos num golpe", afirmou Lindbergh Farias (Adriano Machado/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de maio de 2016 às 19h00.

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), rebateu nesta segunda-feira, 9, as declarações do senador petista Lindbergh Farias (RJ) que acusou o peemedebista de estar "errando muito" e seguir o caminho do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Cunha foi quem deflagrou em dezembro o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"Vossa Excelência está manchando a sua biografia em cometer um erro histórico ao colocar suas as mãos num golpe", afirmou Lindbergh Farias, em pronunciamento no plenário.

Renan respondeu ao petista e disse que não vai sair da "imparcialidade". "Essa sessão assegura a minha isenção e a minha imparcialidade. Decidir de acordo com o atual presidente da Câmara seria sair da imparcialidade", repetiu ele, ao ressaltar que não está presidindo a sessão do plenário "por prazer, mas por dever histórico e institucional".

Senadores petistas queixam-se em plenário da decisão de Renan de ter ignorado manifestação anterior à decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), de ter anulado a votação dos deputados que, no dia 17 de abril, admitiram a abertura do processo de impeachment contra Dilma.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), disse que o governo trilha o caminho mais fácil para tentar obstruir o julgamento da presidente. "Não há como o Senado abdicar de suas prerrogativas e de sua competência constitucional diante de uma matéria preclusa, que está fora da instância de deliberação da Câmara dos Deputados o que nós poderíamos classificar como um trânsito em julgado administrativo, mais uma tentativa de procrastinação, de obstrução do julgamento", criticou o tucano.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) protestou contra a decisão de Renan. Ela disse que, ao contrário do presidente do Senado, não a considera "intempestiva" e frisou que os pontos que levaram Maranhão anular a votação da Câmara vinham sendo questionados pelos integrantes do governo na Comissão Especial do Impeachment.

Até o momento, o presidente do Senado ainda não leu a decisão da comissão do impeachment da Casa que, se ocorrer, poderá confirmar a votação do afastamento de Dilma na quarta-feira, 11.

Acompanhe tudo sobre:PolíticosPolíticos brasileirosPolítica no BrasilEduardo CunhaRenan CalheirosSenado

Mais de Brasil

Vox Brasil: Tarcísio lidera com vantagem de 11 pontos contra Haddad no 1º turno em SP

Marina, Derrite, do Prado e Tebet lideram disputa pelo Senado em SP, diz Vox Brasil

Lula diz que enviará novamente ao Senado indicação de Jorge Messias ao STF

Anvisa autoriza funcionamento de fábrica da Ypê em São Paulo