Brasil

Renan diz que projeto sobre desoneração será votado nesta 4ª

O presidente do Senado disse que o projeto que reverte parte das desonerações da folha de pagamento será colocado para votação mesmo sem acordo


	O presidente do Senado, Renan Calheiros
 (Ueslei Marcelino/Reuters)

O presidente do Senado, Renan Calheiros (Ueslei Marcelino/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 19 de agosto de 2015 às 16h56.

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que o projeto que reverte parte das desonerações da folha de pagamento será colocado para votação "impreterivelmente" nesta quarta-feira, mesmo sem acordo.

"Não há acordo, e isso tem ensejado a transferência da apreciação dessa pauta, mas há um desejo coletivo do Senado no sentido de que encerremos essa fase do ajuste", disse.

Segundo Renan, é preciso passar para o "pós-ajuste", referindo-se ao pacote de medidas enviado ao Congresso pelo governo para equilibrar as contas públicas.

Para o presidente da Casa, aprovar o texto da Câmara dos Deputados é um cenário, modificá-lo é outro.

"Os cenários serão administrados pelo plenário", garantiu.

O projeto de lei aprovado pela Câmara prevê que as alíquotas de contribuição previdenciária sobre a receita bruta passem de 1 para 2,5 por cento no caso da indústria e de 2 para 4,5 por cento para empresas de serviços.

Os setores de comunicação social, transporte de passageiros, centrais de atendimento, calçados e o de confecções terão uma elevação menor em suas alíquotas. Os setores produtivos de alguns itens alimentícios da cesta básica estão excluídos da mudança e permanecerão com as alíquotas atuais.

O Ministério da Fazenda, que avalia ter sido ineficaz a política de desoneração da folha adotada no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, estima que, caso a legislação atual não seja alterada, a renúncia fiscal com a desoneração da folha neste ano será de 25,2 bilhões de reais.

Acompanhe tudo sobre:PolíticosPolíticos brasileirosPolítica no BrasilPolíticaRenan CalheirosSenado

Mais de Brasil

Paes e Ceciliano trocam farpas em disputa ao governo do Rio

Moraes suspende parte das regras para operação de motoapps em São Paulo

Fim dos orelhões no Brasil? Número de aparelhos caiu 81% em 5 anos

Os 10 carros mais roubados em São Paulo