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Relatório da CPI do INSS deve citar Lulinha sem pedir indiciamento

Comissão pode ser encerrada após leitura do parecer nesta sexta-feira

CPI do INSS: relatório final pode ser votado antes do fim do prazo da comissão ( Edilson Rodrigues/Agência Senado)

CPI do INSS: relatório final pode ser votado antes do fim do prazo da comissão ( Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Publicado em 27 de março de 2026 às 08h55.

O relator da CPI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que fará a leitura do parecer nesta sexta-feira, 27, com articulação no colegiado para também votar o relatório no mesmo dia e encerrar os trabalhos da comissão.

Segundo parlamentares, a tentativa de conclusão ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) barrar a prorrogação da CPI. Sem a extensão do prazo, a comissão pode funcionar apenas até sábado.

Na segunda-feira, o ministro André Mendonça havia determinado a prorrogação dos trabalhos pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), mas a decisão não foi acompanhada pela maioria dos ministros da Corte.

Relatório não deve pedir indiciamento de Lulinha

Mesmo alinhado à oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Gaspar indicou a aliados que não deve solicitar o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

O nome dele deve ser citado no relatório devido a suspeitas investigadas pela CPI, mas interlocutores do relator e do presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmam que não há elementos suficientes para um pedido formal de indiciamento.

Lulinha chegou a ter a quebra de sigilo aprovada em votação marcada por tensão, mas a medida foi posteriormente anulada pelo STF por falhas de procedimento.

Na semana passada, a defesa do empresário informou ao STF que ele viajou a Portugal ao lado do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como figura central nas investigações sobre fraudes no instituto.

Segundo os relatos reunidos no inquérito, a viagem teria sido custeada por Antônio Carlos. A defesa de Lulinha afirma que o deslocamento foi pontual e sem relação com o esquema investigado.

Base do governo articula relatório paralelo

Parlamentares do PT trabalham na elaboração de um relatório paralelo, que poderá ser apresentado como voto em separado. O texto deve ser assinado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

A proposta da base governista é incluir referências a Letícia Caetano dos Reis, administradora de um escritório de advocacia ligado ao senador Flávio Bolsonaro. Ela é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, sócio de Antônio Carlos em empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas.

Ainda não há definição sobre eventual pedido de indiciamento. Letícia Caetano e Flávio Bolsonaro negam irregularidades.

*Com o Globo

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