Ratinho Jr., governador do Paraná, durante debate em São Paulo (Eduardo Frazão/Exame)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 23 de março de 2026 às 17h19.
Última atualização em 23 de março de 2026 às 17h20.
O governador do Paraná, Ratinho Jr, anunciou nesta segunda-feira, 23, que não disputará a Presidência da República e permanecerá no cargo até o fim do mandato.
A decisão retira do tabuleiro um dos principais nomes do PSD para a eleição de 2026.
O chefe do Executivo estadual era tratado como favorito dentro do partido para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A definição ocorre na véspera do prazo de desincompatibilização exigido para candidatos que ocupam cargos públicos.
Em comunicado, Ratinho Jr afirmou que "manterá o compromisso assumido com os eleitores paranaenses".
Segundo ele, a decisão busca garantir continuidade ao projeto econômico em curso no estado. O governador também informou que a escolha foi alinhada com o presidente do partido, Gilberto Kassab.
“Estou convicto de que devo manter o compromisso selado com os paranaenses e não interromper o ciclo de crescimento econômico do estado”, afirmou o governador.Nas pesquisas mais recentes, Ratinho Jr liderava entre os nomes do PSD, com intenções de voto de 9%, à frente de Ronaldo Caiado e Eduardo Leite. No cenário geral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem em empate técnico.
A decisão também encerra a possibilidade de Ratinho Jr disputar o Senado pelo Paraná, cenário no qual aparecia como favorito para uma das vagas. O governador afirmou que, após concluir o mandato, pretende retornar ao setor privado e assumir o comando do grupo de comunicação fundado por seu pai, o apresentador Ratinho.
Sem Ratinho Jr na disputa, o PSD deve redirecionar sua estratégia nacional. Os governadores Ronaldo Caiado e Eduardo Leite passam a ser as principais alternativas da sigla para a corrida presidencial.
Segundo interlocutores próximos a Kassab, o partido seguirá com o plano de se posicionar como uma força de direita moderada, sem alinhamento automático ao bolsonarismo. A estratégia ocorre em meio à reorganização do campo conservador para as eleições de 2026.