Publicado em 23 de março de 2026 às 18h52.
Última atualização em 23 de março de 2026 às 18h56.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, passou a ser apontado como principal nome do PSD para a disputa à Presidência da República após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, segundo integrantes do partido.
A legenda deve oficializar ainda nesta semana o candidato ao Palácio do Planalto. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, segue como alternativa interna.
A mudança ocorre após Ratinho Jr., que era considerado o nome mais viável dentro do grupo de governadores da sigla, anunciar nesta segunda-feira, 23, que permanecerá no cargo até o fim do mandato. A decisão foi comunicada previamente ao presidente do PSD, Gilberto Kassab.
A saída de Ratinho Jr. reorganiza a disputa interna e amplia o espaço de Caiado na corrida pela indicação partidária. Nos bastidores, interlocutores do partido indicam que o governador de Goiás ganha força pela associação com a pauta de segurança pública, tema com presença prevista no debate eleitoral.
Caiado também sinalizou sua estratégia política ao apoiar a pré-candidatura de sua esposa, Gracinha Caiado (União-GO), ao Senado. O movimento é interpretado dentro do partido como indicativo de que o governador não considera disputar outro cargo que não seja a Presidência. A articulação reforça sua posição interna na disputa pela cabeça de chapa do PSD.
Apesar do avanço de Caiado, a possibilidade de escolha de Eduardo Leite permanece em análise. O governador do Rio Grande do Sul é visto por parte da cúpula como um nome com maior capacidade de se posicionar de forma equidistante entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principais referências da polarização nacional.
Dentro do PSD, a definição do candidato envolve critérios como viabilidade eleitoral, posicionamento político e capacidade de articulação nacional. A avaliação considera diferentes perfis: enquanto Caiado tem sinalizações alinhadas à direita, Eduardo Leite é visto como alternativa de posicionamento intermediário no cenário político.
A decisão final deve refletir a estratégia da legenda diante de um cenário marcado por polarização entre campos políticos consolidados.