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Qual o verdadeiro espírito dos Jogos?

Afinal, qual é o verdadeiro espírito olímpico? A pergunta está consumindo a Alemanha, depois que uma dupla de maratonistas do país, as gêmeas Lisa e Anna Hahner, cruzaram a linha de chega de mãos dadas no Rio. Elas terminaram a prova na 81a e 82a segunda posições, muito distantes de seus melhores tempos. Thomas Kurschilgen, […]

LISA E ANNA HARNER: afinal, elas deixaram o espírito olímpico de lado?  / Sergio Moraes/ Reuters

LISA E ANNA HARNER: afinal, elas deixaram o espírito olímpico de lado? / Sergio Moraes/ Reuters

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Da Redação

Publicado em 18 de agosto de 2016 às 07h21.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h08.

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Afinal, qual é o verdadeiro espírito olímpico? A pergunta está consumindo a Alemanha, depois que uma dupla de maratonistas do país, as gêmeas Lisa e Anna Hahner, cruzaram a linha de chega de mãos dadas no Rio. Elas terminaram a prova na 81a e 82a segunda posições, muito distantes de seus melhores tempos. Thomas Kurschilgen, chefe do atletismo alemão, criticou duramente a falta de comprometimento das atletas, dizendo que elas pareciam estar no Rio por diversão e que faltou à dupla o tal “espírito olímpico” de tentar fazer o seu melhor.

Ao longo dos últimos dias, o mesmo espírito tem sido evocado principalmente em momentos de solidariedade. Na terça, as corredoras Abbey D’Agostino, dos Estados Unidos, e Nikki Hamblin, da Nova Zelândia, participavam dos 5.000 metros quando Nikki parou para ajudar Abbey, que havia torcido o tornozelo. As duas foram ovacionadas. No sábado, a etíope Etenesh Diro foi ajudada nas eliminatórias dos 3.000 metros, mas precisou completar a prova sem a sapatilha e foi festejada pelas competidoras.

Outros episódios menos nobres já foram vistos no Rio. O judoca egípcio Islam El Shehaby se recusou a cumprimentar o oponente Or Sasson, de Israel (ele estava seguindo determinações de seu comitê olímpico). Na cerimônia de abertura, atletas do líbano se recusaram a dividir um ônibus com a delegação israelense. Na história olímpica, um dos episódios mais lembrados é o do alemão Carl Ludwig Long, quem em 1936, sob os olhos de Hitler, deu conselhos para o americano Jesse Owens melhorar sua performance no salto em distância.

A generosidade entrou para a história, mas certamente não teria sido elogiada por Kurschilgen.

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