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Produtos que podem causar acidentes terão cadastro

O sistema funcionará como um banco de dados com informações provenientes de unidades de saúde e hospitais públicos e privados


	Equipamentos médicos: o sistema entra em vigor em 120 dias e funcionará, em um primeiro momento, em alguns hospitais públicos
 (Getty Images)

Equipamentos médicos: o sistema entra em vigor em 120 dias e funcionará, em um primeiro momento, em alguns hospitais públicos (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 25 de setembro de 2013 às 13h42.

Brasília - O governo vai criar um cadastro para registro de informações sobre produtos que possam causar acidentes ao consumidor. O sistema funcionará como um banco de dados com informações provenientes de unidades de saúde e hospitais públicos e privados.

De acordo com a secretária nacional do Consumidor, Juliana Pereira da Silva, as notificações, obrigatórias, serão feitas por profissionais da área, como médicos e enfermeiros.

"Uma criança chega em uma unidade básica com alguma alergia. O profissional pode detectar que era um creme, pomada ou xampu, porque tem o faro investigativo e técnico dos produtos que podem ser inseguros ou defeituosos", exemplificou a secretária.

A portaria foi assinada nesta quarta-feira, 25, pelos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Saúde, Alexandre Padilha, e será publicada na edição de quinta-feira, 26, do Diário Oficial da União (DOU). O sistema entra em vigor em 120 dias e funcionará, em um primeiro momento, em alguns hospitais públicos.

Até lá, o governo vai definir critérios para determinar a abertura de uma investigação sobre os produtos. "Vamos criar critérios objetivos. O mais clássico é a recorrência em lugares distintos, um mesmo produto causando problemas em diferentes regiões do País", disse. A própria secretaria fará a análise, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Secretaria de Vigilância em Saúde.

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