Brasil

PMDB decide não usar 25% da verba do fundo partidário

Comissão do partido decidiu que não vai usar 25% da verba do fundo partidário destinada ao partido no Orçamento de 2015


	Michel Temer, do PMDB: dos R$ 867,5 milhões, o PMDB vai receber até o fim do ano R$ 94 milhões
 (Wikimedia Commons)

Michel Temer, do PMDB: dos R$ 867,5 milhões, o PMDB vai receber até o fim do ano R$ 94 milhões (Wikimedia Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de abril de 2015 às 18h12.

Brasília - A Comissão Executiva Nacional do PMDB decidiu nesta quarta-feira, 22, que não usará 25% da verba do fundo partidário destinada ao partido no Orçamento de 2015, cuja sanção pela presidente Dilma Rousseff foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

O texto aprovado pelo Congresso garantiu ao fundo R$ 867,5 milhões.

A proposta original enviada pelo Executivo previa um repasse de R$ 289,5 milhões, o que foi triplicado pelo Legislativo.

Dos R$ 867,5 milhões, o PMDB - que elegeu a segunda maior bancada na eleição passada para a Câmara dos Deputados, o parâmetro que norteia o repasse do fundo - vai receber até o fim do ano R$ 94 milhões.

Desse valor, o PMDB disse que não vai usar um quarto dos recursos como forma, segundo a nota do partido, "de colaborar com o esforço de cortes de gastos para a reprogramação da economia brasileira".

Repasse

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, sancionada por Dilma em 2 de janeiro deste ano, impede que recursos do fundo partidário sejam alvo de contingenciamento orçamentário.

A discussão sobre um eventual represamento de recursos do fundo está em debate desde que o vice-presidente Michel Temer sinalizou ontem em Lisboa, Portugal, que o governo poderia contingenciar esse tipo de repasse para ajudar no ajuste econômico.

A presidente Dilma Rousseff sancionou o Orçamento deste ano com a manutenção do aumento do repasse aos partidos. O texto aprovado pelo Congresso garantiu ao fundo R$ 867,5 milhões. A proposta original enviada pelo Executivo previa um repasse de R$ 289,5 milhões, o que foi triplicado pelo Legislativo.

A LDO de 2015 lista, em seu anexo III, uma série de 65 despesas que não serão objeto de limitação de empenho, nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O gasto citado como item 12 refere-se ao Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, comumente chamado de Fundo Partidário, previsto na Lei 9.096/1995.

Mais cedo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que Dilma "errou" ao sancionar e depois anunciar um eventual contingenciamento do fundo partidário - na verdade, esse último ponto foi sugerido por Temer. "Ela (Dilma), sem dúvida nenhuma, escolheu a pior solução. Ela deveria ter vetado, como muitos pediram, porque aquilo foi aprovado no meio do orçamento sem que houvesse um debate suficiente sobre ela, de modo que aconteceu o pior", criticou o peemedebista.

A fala de Temer, novo articulador político do governo, chegou a ser apoiada por partidos, inclusive pelo PMDB. Mesmo assim, Renan considera que Dilma tomou uma decisão equivocada.

"A presidente fez o que havia de pior. Ela sancionou um aumento incompatível com o ajuste e disse desde logo que vai contingenciar. Ela fez as duas coisas ao mesmo tempo e errou exatamente nos dois lados", completou.

Acompanhe tudo sobre:Política no BrasilMDB – Movimento Democrático BrasileiroPartidos políticos

Mais de Brasil

Receita dispensa auditor alvo de operação sobre acesso a dados de ministros do STF

TSE marca julgamento que pode cassar mandato de Claudio Castro para 10 de março

Governo lança processo seletivo para contratar 489 profissionais temporários

Paes anuncia Jane Reis como vice na chapa pela disputa do governo do Rio