Repórter
Publicado em 2 de abril de 2026 às 09h45.
A Polícia Militar do Distrito Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que realizou a troca do carregador da tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo registro enviado à Corte, a substituição ocorreu na madrugada de domingo, entre 0h34 e 1h03.
O comunicado não detalha o motivo da troca. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e precisa manter o equipamento em funcionamento contínuo, conforme as condições impostas pela Justiça.
A substituição do carregador foi realizada pela policial penal Rita de Cássia Gaio, que já havia atuado em um episódio anterior envolvendo o ex-presidente, quando houve suspeita de tentativa de violação do dispositivo.
Na ocasião, Bolsonaro chegou a ser preso na Superintendência da Polícia Federal após admitir que tentou soldar a tornozeleira.
Ele permaneceu quatro meses fora do regime domiciliar, e médicos alegaram confusão mental associada à mistura de medicamentos.
O registro foi encaminhado ao STF nos primeiros dias de Bolsonaro em prisão domiciliar, regime adotado na última sexta-feira após ele receber alta hospitalar.
Desde então, o ex-presidente segue uma rotina com restrições de deslocamento e controle de visitas. Pelas regras, familiares podem acessar a residência apenas às quartas-feiras e aos sábados, em horários entre 8h e 16h.
O vereador Carlos Bolsonaro esteve com o pai recentemente. Já Michelle Bolsonaro, Laura Bolsonaro e Letícia Firmo podem visitá-lo diariamente, sem restrições, por residirem no local. Médicos e advogados também têm acesso livre.
O processo está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que pode solicitar esclarecimentos adicionais sobre a troca do equipamento.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que apura a trama golpista.