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PF indicia Gim Argello por corrupção passiva

Polícia Federal aponta quatro atos de corrupção envolvendo o ex-senador Gim Argello, preso na Operação Lava Jato


	Gim Argello: ex-senador é acusado de exigir propinas em dinheiro vivo de empreiteiros para livrá-los de convocação da CPMI da Petrobras.
 (Ariel Costa/Divulgação)

Gim Argello: ex-senador é acusado de exigir propinas em dinheiro vivo de empreiteiros para livrá-los de convocação da CPMI da Petrobras. (Ariel Costa/Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 3 de maio de 2016 às 13h23.

São Paulo - A Polícia Federal indiciou o ex-senador Gim Argello (PTB/DF) por corrupção passiva.

A PF aponta quatro atos de corrupção envolvendo o ex-senador, preso na Operação Vitória de Pirro - 28ª fase da Lava Jato -, deflagrada no dia 12 de abril.

Argello é acusado de exigir propinas em dinheiro vivo de empreiteiros para livrá-los de convocação da CPMI da Petrobras.

A investigação mostra que Gim Argello recebeu R$ 5,35 milhões em 2014 - R$ 5 milhões da UTC Engenharia e R$ 350 mil da OAS.

O empresário José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, relatou à PF, em depoimento prestado no dia 28 de abril, que o então senador exigiu dele, em junho de 2014, R$ 5 milhões em propina. Antunes Sobrinho diz que o dinheiro não foi entregue a Gim Argello.

A PF também indiciou o empresário Ronan Maria Pinto, estabelecido em Santo André, na Grande São Paulo. A Ronan, a PF atribui crime de lavagem de dinheiro. U

ma das hipóteses investigadas pela força-tarefa é de que Ronan teria recebido dinheiro para parar de chantagear o PT com ameaças sobre o caso Celso Daniel, ex-prefeito petista morto em 2002. O empresário também foi preso na Vitória de Pirro.

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