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Petista vê decisão sobre Cunha no Conselho de Ética em 2016

O deputado Zé Geraldo acredita que dificilmente o colegiado vota ainda este ano o relatório da admissibilidade do processo contra Cunha


	Eduardo Cunha (PMDB-RJ): “o Cunha conseguiu o que queria, só deve ser votado ano que vem”, disse Geraldo
 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Eduardo Cunha (PMDB-RJ): “o Cunha conseguiu o que queria, só deve ser votado ano que vem”, disse Geraldo (Ueslei Marcelino/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 10 de dezembro de 2015 às 17h00.

Brasília - O deputado Zé Geraldo (PT-PA), integrante do Conselho de Ética da Câmara, acredita que dificilmente o colegiado vota ainda este ano o relatório da admissibilidade do processo contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pode resultar na cassação do peemedebista.

“O Cunha  conseguiu o que queria, só deve ser votado ano que vem”, disse Geraldo à Reuters nesta quinta-feira, ressaltando que na semana que vem os aliados do presidente da Câmara no Conselho de Ética devem voltar a usar recursos regimentais, inclusive pedido de vista, para postergar a definição.

Geraldo se envolveu em uma briga com o deputado Wellington Roberto (PR-PB) no Conselho de Ética nesta quinta-feira, cujo estopim foi a discussão sobre o afastamento temporário de Cunha.

Na terça-feira, o novo  relator do caso, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), vai apresentar seu parecer que, segundo já sinalizou, deve ser favorável ao prosseguimento da investigação.

O Conselho de Ética teve de destituir o primeiro relator do caso, Fausto Pinato (PRB-SP), a pedido da Mesa Diretora da Câmara, que acatou representação dos aliados de Cunha.

O deputado petista afirmou ainda que, justamente por acreditar que o parecer do novo relator não será apreciado este ano, deve ser apresentado um requerimento no Conselho de Ética na terça-feira solicitando que o Ministério Público Federal afaste Cunha temporariamente. O requerimento precisa ser aprovado pelo colegiado.

O pedido de abertura de processo contra Cunha baseia-se no fato de o deputado ter negado na CPI da Petrobras possuir contas bancárias no exterior. Depois disso, documentos dos Ministérios Públicos do Brasil e da Suíça apontaram a existência de contas em nome de Cunha e de familiares no país europeu.

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