Brasil

Paulo Roberto Costa vai à CPI da Petrobras e fica calado

O ex-dirigente da estatal, que está preso por conta das investigações da Operação Lava Jato, tem olhado para todos os parlamentares que o citam nas suas falas


	Paulo Roberto da Costa: ex-diretor chegou ao Senado sob forte esquema de segurança
 (Geraldo Magela/Agência Senado)

Paulo Roberto da Costa: ex-diretor chegou ao Senado sob forte esquema de segurança (Geraldo Magela/Agência Senado)

DR

Da Redação

Publicado em 17 de setembro de 2014 às 18h04.

Brasília - O ex-diretor da Área de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa reafirmou nesta quarta-feira, 17, que vai permanecer calado diante da pergunta, feita pelo deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), se ele vai declinar os nomes dos políticos citados na delação premiada que teriam recebido propina a partir de contratos na estatal.

"Hoje, o nome que o senhor falar, está morto", disse Mabel, durante a CPI mista da Petrobras. "Desculpe, mas reitero a minha posição aqui de ficar calado", respondeu Costa.

O ex-dirigente da estatal, que está preso por conta das investigações da Operação Lava Jato, tem olhado para todos os parlamentares que o citam nas suas falas.

O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), mostrou uma foto do ex-diretor no qual ele está escrevendo algo no macacão da presidente Dilma Rousseff.

"Gostaria de saber o que você escreveu no macacão dela?" questionou o tucano. Ele só olhou para o parlamentar.

Pouco depois, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) arrancou risadas do plenário quando disse que, se o ex-diretor não quer falar nem mesmo em sessão reservada, Costa só declinaria o esquema sobre tortura. Mais uma vez, o ex-diretor somente olhou para o peemedebista.

O ex-diretor chegou ao Senado sob forte esquema de segurança.

Ele veio da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso e ficou isolado durante uma hora e meia, segundo o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), e o relator, da comissão, deputado Marco Maia (PT-RS).

Acompanhe tudo sobre:EmpresasPolítica no BrasilEmpresas abertasEmpresas brasileirasEstatais brasileirasEmpresas estataisPetrobrasCapitalização da PetrobrasPetróleoGás e combustíveisIndústria do petróleoCorrupçãoEscândalosFraudesSenadoIrregularidades

Mais de Brasil

Escala 6x1: Lula confirma reunião com Motta e critica transição gradual de redução de jornada

Definição da candidatura ao Senado deve sair até início de junho, diz Marina

Indefinição do PT atrapalha, diz Tabata sobre chapa da esquerda em SP

Ministro do Planejamento nega chance de reajuste no Bolsa Família