Brasil

Parada LGBT de São Paulo tem gritos de "Fora, Temer"

Mulher de Marielle Franco foi ao evento e disse que parada "é um ato político"

Parada LGBT de São Paulo de 2017 (Paulo Whitaker/Reuters)

Parada LGBT de São Paulo de 2017 (Paulo Whitaker/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 3 de junho de 2018 às 15h53.

São Paulo - As primeiras manifestações na 22ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo foram contra o Congresso e o Palácio do Planalto. A apresentadora Tchaka abriu o evento com críticas aos parlamentares conservadores, que foram acompanhadas de gritos da plateia pedindo "Fora Temer".

Depois, Tchaka puxou o mesmo grito de protesto. Com o tema "Poder para LGBTI+: Nosso Voto, Nossa Voz", a Parada busca conscientizar a comunidade sobre a importância do voto nas eleições deste ano.

Depois da abertura, vários políticos subiram ao palco. A apresentadora defendeu que o público vaiasse, mas enfatizou a importância de "apoiar os políticos que apoiam a causa".

Segundo Tchaka, todos os pré-candidatos chamados pela organização são identificados com o movimento.

Os deputados federais Paulo Teixeira (PT), Ivan Valente (Psol), Orlando Silva (PCdoB) e a presidenciável Manuela D'Ávila (PCdoB) fizeram discursos rápidos defendendo a liberdade de gênero e de opção sexual, e criticaram o governo.

Monica Benício, mulher da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol), assassinada em março, também se pronunciou: "Apesar de ter cara de festa, é um ato político. É resistência. Temos que vir para rua fazer festa, mas também para fazer revolução. Isso aqui é revolução. Por nenhuma Marielle a mais assassinada, por nenhum gay assassinado, por nenhuma lésbica assassinada e nenhuma trans assassinada."

Acompanhe tudo sobre:São Paulo capitalLGBTParada gay

Mais de Brasil

STF valida aumento de pena por crimes contra a honra de agentes públicos

Como funciona a correção da redação do Enem? Debates nas redes acendem alerta para mudança de regras

Kassab filia seis dos oito deputados estaduais do PSDB em São Paulo

Deputado apresenta projeto para proibir redes sociais a menores de 16 anos