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Padilha faz desafio a Alckmin sobre falta d'água em SP

Petista criticou a postura do governador e disse que quando ele debateu "cara a cara", ele "tremeu na base"

São Paulo - Depois de ganhar o reforço do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esta semana fez de segunda a quarta-feira oito agendas na Grande São Paulo ao lado de Alexandre Padilha, o candidato petista ao governo de São Paulo destacou nesta quarta-feira, durante comício em Cidade Tiradentes, em São Paulo, que o ex-presidente tem sido incansável.

"O presidente Lula está sendo incansável, fazendo atividade de dia e de noite, comícios, e nos intervalos está ligando para as pessoas", disse Padilha.

O candidato pediu ainda que cada pessoa "se transformasse em um Lula nas ruas do Estado de São Paulo" para que ele possa chegar ao segundo turno.

Segundo a última pesquisa Ibope, Padilha está apenas com 11% das intenções de votos contra 45% do atual governador Geraldo Alckmin (PSDB) e 19% de Paulo Skaf (PMDB).

Segundo Padilha, ainda há muitos eleitores indecisos. "Quem está conversando com o povo sabe que o povo ainda não decidiu o voto", disse.

"Se conversarmos com o povo, o povo não vai titubear e vai casar o voto", afirmou, em referência ao voto na presidente Dilma Rousseff. No seu discurso, Padilha disse que esse empenho dos petistas nos últimos dias vai dar fôlego para sua candidatura e aproveitou para alfinetar Alckmin.

"Não tem tucano que vai impedir de ganhar as eleições", disse.

O petista voltou a desafiar Alckmin para provar que não há falta d'água no Estado.

"Ele teve a desfaçatez de dizer diante das câmeras que não falta água em São Paulo. Lancei ontem o Desafio da torneira, quero ver ele vir num bairro da preferia à noite e abrir a torneira e ver se sai água", disse.

Padilha criticou a postura do governador e disse que quando ele debateu "cara a cara", ele "tremeu na base", em referência ao debate de ontem na TV Globo.

O comício, que começou pouco depois das 19h30, aconteceu bem em frente do Terminal de ônibus da Cidade Tiradentes. Além dos militantes pagos por deputados petistas, a estratégia foi tentar atrair os trabalhadores e moradores do bairro que retornavam do trabalho.

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