Enem 2026: edição deste ano teve inscrição automática para alunos da rede pública (Divulgação)
Colaboradora
Publicado em 3 de novembro de 2026 às 15h23.
O Enem 2026 terá mudanças na inscrição, nos locais de prova e na utilização dos resultados. O exame passa a integrar o Saeb, sistema que avalia a qualidade da educação básica, e terá inscrição automática para concluintes do ensino médio da rede pública. O Inep também prevê ampliar a aplicação para cerca de 10 mil escolas. As provas serão realizadas nos dias 8 e 15 de novembro, com a manutenção das 180 questões objetivas e da redação.
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passa por mudanças em 2026. A principal novidade é que, além de continuar sendo utilizado como porta de entrada para universidades e programas de acesso ao ensino superior, o exame também será usado para avaliar a qualidade da educação básica no país.
A nova edição também traz inscrição automática para estudantes que estão concluindo o ensino médio na rede pública e prevê a ampliação dos locais de aplicação.
As medidas fazem parte de uma estratégia do Ministério da Educação (MEC) para aumentar a participação dos estudantes e aproximar a avaliação da rotina escolar.
As provas serão realizadas nos dias 8 e 15 de novembro. Apesar das mudanças na organização e na finalidade do exame, o formato tradicional, com questões objetivas e redação, permanece.
As principais novidades da edição são:
As alterações foram estabelecidas por normas do MEC e pelo edital do Enem 2026.
Uma das principais mudanças de 2026 é a integração do Enem ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
O Saeb é um conjunto de avaliações realizado pelo Inep para diagnosticar a qualidade da educação brasileira. [grifar]Os resultados ajudam o governo a identificar dificuldades de aprendizagem e acompanhar o desempenho dos estudantes nas diferentes etapas de ensino.
Com a mudança, o Enem também passa a ser utilizado para avaliar as competências e habilidades desenvolvidas pelos alunos ao final da educação básica.
Na prática, o exame passa a cumprir três funções: contribuir para o acesso ao ensino superior, permitir a certificação de conclusão do ensino médio e avaliar a qualidade da educação básica.
Segundo o Inep, a integração permitirá ampliar o acompanhamento da aprendizagem dos estudantes concluintes, inclusive aqueles matriculados em escolas particulares, e fornecer informações para o planejamento de políticas públicas.
Os resultados do Enem 2026, porém, não serão utilizados para calcular os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Para essa finalidade, continuarão sendo considerados os resultados do Saeb de 2025. A previsão do instituto é divulgar os resultados do Enem com informações para redes de ensino e escolas em 2027, desde que seja atingido o percentual mínimo de participação exigido.
A inscrição automática contempla estudantes que estão concluindo o ensino médio na rede pública.
O procedimento é realizado com base nas informações enviadas pelas redes de ensino ao MEC. Assim, esses estudantes não precisam preencher todo o formulário de inscrição desde o início.
A medida, no entanto, não dispensa o acesso à Página do Participante. Os alunos precisam confirmar a participação e informar dados complementares, como o município em que desejam fazer a prova, a língua estrangeira escolhida e a necessidade de atendimento especializado, quando for o caso.
A inscrição automática não se aplica a todos os candidatos. Estudantes de escolas particulares e pessoas que já concluíram o ensino médio precisam realizar a inscrição pelos procedimentos tradicionais.
Os estudantes inscritos automaticamente tiveram até 18 de outubro para escolher entre inglês e espanhol como língua estrangeira da prova. Quem não fez a seleção dentro do prazo recebeu automaticamente a opção de inglês, sem possibilidade de alteração posterior.
Além disso, o preenchimento do questionário socioeconômico é obrigatório para que os participantes com inscrição automática consigam consultar o local de prova.
O Inep anunciou a ampliação dos locais de aplicação, com a previsão de alcançar aproximadamente 10 mil escolas em todo o país.
A medida busca facilitar o deslocamento dos estudantes e aumentar a participação dos concluintes da rede pública. A expectativa do governo é que cerca de 80% desses alunos realizem o exame na própria escola em que estudam.
A ampliação também está relacionada à integração do Enem ao Saeb. Como o exame passa a ser utilizado para avaliar a educação básica, o governo pretende aumentar a participação dos estudantes que estão terminando o ensino médio.
O Inep publicou uma nova edição da Cartilha do Participante da Redação do Enem 2026, com orientações sobre a prova, explicações dos critérios de correção e exemplos de textos produzidos por candidatos na edição anterior.
O documento também está disponível em versões adaptadas para participantes com dislexia, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e surdez ou deficiência auditiva.
A estrutura da redação, porém, continua a mesma. O candidato deve produzir um texto dissertativo-argumentativo, de até 30 linhas, sobre o tema proposto na prova.
A correção continua dividida em cinco competências, cada uma com pontuação máxima de 200 pontos. A nota total pode chegar a 1.000 pontos.
A cartilha também reforça a importância de utilizar repertórios socioculturais pertinentes ao tema. Referências memorizadas e inseridas sem relação com a discussão podem prejudicar a argumentação.
Apesar das mudanças na organização do exame, a estrutura das provas permanece. O Enem continua dividido em dois domingos, com quatro provas objetivas e uma redação.
No primeiro dia, 8 de novembro, os participantes farão a redação e responderão a 90 questões, divididas entre Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias.
No segundo dia, 15 de novembro, serão aplicadas outras 90 questões, distribuídas entre Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias.
Cada área do conhecimento conta com 45 questões de múltipla escolha.
As notas continuam podendo ser utilizadas em processos seletivos de universidades e programas federais, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), conforme as regras de cada programa.
As principais mudanças são a integração do Enem ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), a inscrição automática para concluintes do ensino médio da rede pública e a ampliação dos locais de prova. A estrutura do exame, com 180 questões objetivas e uma redação, permanece a mesma.
As provas serão aplicadas nos domingos, 8 e 15 de novembro de 2026. No primeiro dia, os candidatos farão a redação e as provas de Linguagens e Ciências Humanas. No segundo, serão aplicadas as questões de Matemática e Ciências da Natureza.
A inscrição automática contempla estudantes que estão concluindo o ensino médio na rede pública. Esses alunos precisam acessar a Página do Participante para confirmar a participação e complementar os dados solicitados. Estudantes de escolas particulares e pessoas que já concluíram o ensino médio devem realizar a inscrição pelo procedimento tradicional.
Os estudantes com inscrição automática que não escolheram a língua estrangeira até 18 de outubro receberam automaticamente a opção de inglês. Segundo as regras informadas, não é possível alterar a escolha após o prazo.
A expectativa do governo federal é que aproximadamente 80% dos concluintes do ensino médio da rede pública façam o exame na escola onde estudam. O Inep prevê ampliar a aplicação para cerca de 10 mil unidades escolares em todo o país.
O Enem passa a ser utilizado também para avaliar a aprendizagem dos estudantes ao final da educação básica. Os resultados poderão fornecer informações para redes de ensino e escolas, além de orientar políticas públicas. Os dados do Enem 2026, porém, não serão utilizados no cálculo dos repasses do Fundeb.
Não. A redação continua exigindo um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas. A avaliação permanece dividida em cinco competências, com até 200 pontos cada, totalizando 1.000 pontos. O Inep publicou uma nova cartilha com orientações e exemplos de redações.
Sim. As notas do Enem continuam podendo ser utilizadas para ingresso no ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), conforme os critérios de cada programa.