Vacina russa: Anvisa diz que empresa não encaminhou dados suficientes

Sputinik V, com eficácia de 91,4%, não teve seu uso liberado no Brasil; nova reunião deverá ser agendada ainda neste mês

A Anvisa comunicou, em nota enviada nesta quinta-feira, dia 21, que a farmacêutica União Química, responsável pela fabricação no Brasil da vacina Sputnik V, não encaminhou todos os dados necessários para a aprovação do imunizante.

A empresa diz que fez o pedido de registro emergencial no último dia 15.

A Anvisa realizou uma reunião nesta quinta-feira, dia 21, com representantes da União Química e do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), que financiou o desenvolvimento da vacina e é responsável pelas negociações de exportação para outros países. O objetivo, segundo a empresa e o fundo russo, era compreender de forma mais aprofundada as exigências do órgão e dar andamento à autorização para a vacina.

Durante o encontro, a Anvisa teria frisado  que a exigência de realizar teste clínicos no Brasil continua valendo apesar de uma ação ajuizada pelo governo da Bahia, que já acertou a compra da Sputnik V, solicitando a extinção desse protocolo em situações emergenciais de saúde pública, desde que o imunizante esteja em uso em países da União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido e Japão.

Laboratórios estrangeiros têm comentado que não é uma tarefa simples atender ao conjunto de solicitações no Brasil para o registro de vacinas.

Uma nova reunião de caráter técnico deve ser agendada até o final do mês. A vacina Sputnik V já é usada na Argentina. Nesta quinta, a Hungria autorizou o uso emergencial do imunizante. Os Emirados Árabes Unidos, que já vacinaram mais de 10% da população também aprovaram a vacina nesta semana.

(reportagem em atualização)

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