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Na Faria Lima, Renan Santos diz que deve unir estilos de Milei e Bukele

Para uma plateia de mais de 100 agentes do mercado financeiro, Renan defendeu seu plano de corte de gastos, ajuste fiscal e promessa de ser duro no combate ao crime organizado

Renan Santos: o fundador do MBL criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e disse que não quer o voto do eleitor que ainda acredita que Flávio é uma "opção corajosa e ética". (Genial Investimentos/Divulgação)

Renan Santos: o fundador do MBL criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e disse que não quer o voto do eleitor que ainda acredita que Flávio é uma "opção corajosa e ética". (Genial Investimentos/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 10 de junho de 2026 às 14h45.

Última atualização em 10 de junho de 2026 às 14h55.

O presidente do Missão e pré-candidato à presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta quarta-feira, 10, que pretende unir os estilos de Javier Milei, da Argentina, e de Nayib Bukele, em El Salvador, caso seja eleito em outubro.

"Eu preciso de elementos dos dois", disse Santos durante evento da Genial Investimentos, na Faria Lima, em São Paulo.

Para uma plateia de mais de 100 agentes do mercado financeiro, Renan defendeu seu plano de corte de gastos, ajuste fiscal e promessa de ser duro no combate ao crime organizado.

Com 3% das intenções de voto na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta, Renan aparece empatado com Ronaldo Caiado (Novo) e a frente de Romeu Zema (Novo) e Aécio Neves (PSDB).

Renan disse que, além da questão da segurança pública, tentará aumentar a autoestima nacional, que, segundo ele, foi realizada em El Salvador.

"Hoje, o cara de El Salvador é o mais arrogante. Ninguém ligava para aquele país e agora todo mundo está indo aprender com eles", disse.

E, do lado do Milei, o presidente do Missão diz se inspirar na "coragem" de propor reformas profundas e, por vezes, impopulares e dolorosas, como a desindexação de aposentadorias, sem medo de um "suicídio eleitoral".

"Falar as coisas que são sensatas e não ter medo e achar que vai perder voto por causa disso, que não vai perder. As pessoas não são idiotas. A pessoa mais simples, mais humilde, entende que, se ela está doente, ela tem que tomar um remédio, e o tratamento é difícil, mas ela precisa fazer o tratamento", disse.

Não quero eleitor fiel do Flávio

Durante mais de uma hora, o fundador do MBL criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e disse que não quer o voto do eleitor que ainda acredita que Flávio é uma "opção corajosa e ética".

"Escolher o público que eu não quero convencer me define mais do que, por vezes, o público que eu quero convencer. Não vou gastar energia com uma pessoa que acha que Flávio funciona como uma escolha ética", disse. 

Renan disse ainda que Flávio "defendia toda aquela banda do Rio de Janeiro envolvida com o Comando Vermelho".

Ele menciona que esse envolvimento é apenas um dos problemas, descrevendo Flávio como uma "máquina" de se envolver em escândalos e criticando a proximidade com figuras do Rio de Janeiro que ele chama de "patriarcas" envolvidos em contravenção ou crime.

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