Brasil

MP quer informações do ONS sobre recomendações feitas à Cesp

Cesp reduziu vazão na Bacia Paraíba do Sul, comprometendo o abastecimento d'água em 41 municípios – 15 em São Paulo e 26 no Rio


	Terra ressecada é vista no reservatório de Jaguari, administrado pela Sabesp, próximo de Santa Isabel, interior de São Paulo
 (Paulo Fridman/Bloomberg)

Terra ressecada é vista no reservatório de Jaguari, administrado pela Sabesp, próximo de Santa Isabel, interior de São Paulo (Paulo Fridman/Bloomberg)

DR

Da Redação

Publicado em 14 de agosto de 2014 às 14h21.

Rio de Janeiro - O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro enviou ofício ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) pedindo informações sobre recomendações feitas à Companhia Energética de São Paulo (Cesp) para que elevasse a vazão da represa do Rio Jaguari, de maneira a não comprometer o sistema de água da Bacia do Rio Paraíba do Sul. A Cesp reduziu vazão na Bacia Paraíba do Sul, comprometendo o abastecimento d'água em 41 municípios – 15 em São Paulo e 26 no Rio.

O ONS tem prazo até amanhã (15) para responder ao Ministério Público. A assessoria de comunicação do Operador do Sistema confirmou o recebimento do ofício e informou que o órgão dará as informações pedidas ainda hoje.

De acordo com o Ministério Público, foi aberto um inquérito civil público na Procuradoria da República no Rio de Janeiro para apurar os impactos ambientais do projeto do governo de São Paulo para transposição do Rio Paraíba do Sul na região metropolitana do Rio de Janeiro, o Sistema Guandu. A bacia hidrográfica do Paraíba do Sul é atualmente a principal fonte de abastecimento fluminense.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEstatais brasileirasEnergia elétricaEmpresas estataisServiçosCESPEnergiaMinistério PúblicoHidrelétricas

Mais de Brasil

ECA Digital entra em vigor e impõe novas regras para redes sociais

Congresso promulga acordo Mercosul-UE e conclui ratificação no Brasil

CNU: resultado final é divulgado e começa a fase de convocações; entenda

Estrondo e clarão em polo petroquímico assustam moradores de Santo André