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Motta diz que Câmara seguirá ordem cronológica para instalação de CPIs

Presidente lembrou que, no ano passado, cerca de 15 ou 16 pedidos foram protocolados, mas nenhuma comissão foi instalada

Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara (Carlos Moura/Agência Senado/Divulgação)

Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara (Carlos Moura/Agência Senado/Divulgação)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 17h30.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira, 3, que a instalação de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) seguirá a ordem cronológica de apresentação dos requerimentos e as regras regimentais da Casa. A declaração foi dada em conversa com jornalistas, após ser questionado sobre a possibilidade de abertura de uma CPMI para investigar o Banco Master.

Segundo Motta, há atualmente uma “fila de CPIs” na Câmara. Ele lembrou que, no ano passado, cerca de 15 ou 16 pedidos foram protocolados, mas nenhuma comissão foi instalada. De acordo com o presidente da Casa, as CPIs devem respeitar a ordem de apresentação e o limite regimental de funcionamento simultâneo. “As CPIs são tratadas na ordem cronológica. A Câmara tem que obedecer essa ordem e o funcionamento regimental de até cinco CPIs ao mesmo tempo, caso seja decisão da presidência instalar”, afirmou.

Questionado se haveria alguma articulação para não prorrogar a CPMI do INSS como forma de impedir a abertura de uma nova investigação sobre o Banco Master, Motta negou. “Não, nem enxergo, nem participei de nenhuma conversa nesse sentido”, disse.

Mais cedo, em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) anunciou ter reunido 278 assinaturas para a criação da CPMI do Banco Master. Para a abertura de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI), são necessárias 198 assinaturas, sendo pelo menos 171 de deputados e 27 de senadores.

No vídeo, Jordy afirmou que o número de apoios revela a insatisfação popular com o caso. “Isso reflete a indignação, a revolta da população com esse caso que é o pior caso de corrupção da nossa história, o mais escandaloso, envolvendo políticos, membros do Supremo, gente muito poderosa que, inclusive, estão trabalhando para impedir as investigações”, declarou. O parlamentar também informou que protocolaria o requerimento ainda nesta terça-feira, às 15h30.

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