Brasil

Moro pede prisão de Léo Pinheiro, condenado em 2ª instância

Léo Pinheiro e Agenor Franklin Magalhães Medeiros foram sentenciados pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região a 26 anos e 7 meses de prisão

Léo Pinheiro: o empresário foi foi preso pela primeira vez em novembro de 2015 (Luis Macedo/Agência Câmara)

Léo Pinheiro: o empresário foi foi preso pela primeira vez em novembro de 2015 (Luis Macedo/Agência Câmara)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 20 de setembro de 2017 às 18h07.

São Paulo - O juiz federal Sérgio Moro ordenou a expedição de mandado de prisão para execução provisória para os empreiteiros ligados à OAS.

José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, e Agenor Franklin Magalhães Medeiros, condenados em 2ª instância.

Os executivos foram sentenciados pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região a 26 anos e 7 meses de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Léo Pinheiro foi preso uma primeira vez na Operação Juízo Final, 7.ª fase da Lava Jato deflagrada em novembro de 2015.

Ganhou prisão domiciliar, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), e voltou para o regime fechado em 5 de setembro de 2016.

Ele e Agenor foram condenados em ação penal sobre propina de R$ 29.223.961,00 à Diretoria de Abastecimento da Petrobras por contratos da Refinaria Getúlio Vargas (Repar) e da Refinaria Abreu e Lima (Rnest).

A decisão de Moro é de 13 de setembro. Ao mandar prender Léo Pinheiro, o juiz da Lava Jato afirmou que "a execução após a condenação em segundo grau impõe-se sob pena de dar causa a processos sem fim e a, na prática, impunidade de sérias condutas criminais".

As prisões ordenadas por Moro tiveram base em decisões do TRF-4.

"Obedecendo à Corte de Apelação, expeça a Secretaria o mandado de prisão para execução provisória das condenações de José Adelmário Pinheiro Filho e de Agenor Franklin Magalhães Medeiros", afirmou o magistrado.

Na decisão, Moro afirmou que os executivos colaboraram com a Lava Jato e decidiu deixá-los na carceragem da PF "para evitar riscos a ambos".

Léo Pinheiro já está preso na carceragem. O empreiteiro estava custodiado preventivamente.

Acompanhe tudo sobre:JustiçaPrisõesOASOperação Lava JatoSergio Moro

Mais de Brasil

Brasil garante acesso a mercado europeu com tarifa zero para 82% das exportações

Helicóptero cai em área de mata na Zona Oeste do Rio

Unesp encerra inscrições para vagas via Enem 2024 e 2025 na segunda-feira

Gilmar Mendes rejeita pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro