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Ministro do STJ decide manter prisão de Eduardo Cunha

Cunha está preso desde o mês passado, por determinação do juiz federal Sérgio Moro, em função das investigações da Operação Lava Jato

Cunha: a força-tarefa de procuradores da Lava Jato afirmou que a liberdade do ex-deputado representava risco às investigações (REUTERS/Adriano Machado/Reuters)

Cunha: a força-tarefa de procuradores da Lava Jato afirmou que a liberdade do ex-deputado representava risco às investigações (REUTERS/Adriano Machado/Reuters)

AB

Agência Brasil

Publicado em 25 de novembro de 2016 às 17h26.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Felix Fischer negou hoje (25) pedido de liberdade ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Cunha está preso desde o mês passado em Curitiba (PR), por determinação do juiz federal Sérgio Moro, em função das investigações da Operação Lava Jato.

A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas na Suíça.

O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África.

O processo foi aberto pelo Supremo Tribunal Federal(STF), mas após a cassação do ex-deputado, a ação foi enviada para o juiz Sérgio Moro porque Cunha perdeu o foro privilegiado.

Entre os argumentos usados para justificar o pedido de prisão de Cunha, a força-tarefa de procuradores da Lava Jato afirmou que a liberdade do ex-deputado representava risco às investigações.

Segundo a acusação, "há evidências" de que existem contas pertencentes a Cunha no exterior que ainda não foram identificadas, fato que coloca em risco as investigações.

Além disso, os procuradores ressaltaram que Cunha tem dupla nacionalidade (brasileira e italiana) e pode fugir do país.

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