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Ministro diz que missão de paz no Haiti termina em 2016

Segundo Jaques Wagner, o Brasil já gastou com a missão no Haiti R$ 2,3 bilhões, mas cerca de R$ 1 bilhão foi reembolsado pela ONU


	Soldado da ONU em Porto Príncipe
 (Yuri Cortez/AFP)

Soldado da ONU em Porto Príncipe (Yuri Cortez/AFP)

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Da Redação

Publicado em 21 de maio de 2015 às 21h41.

Brasília - O ministro da Defesa, Jaques Wagner, afirmou nesta quinta-feira, 21, que a missão de paz da ONU no Haiti deve ser encerrada até o final de 2016.

"A missão no Haiti acaba ano que vem, não por decisão nossa, porque, na medida em que nos incorporamos a um programa desse, ficamos um pouco submetidos à decisão das Nações Unidas. Neste ano, já houve uma redução. No ano que vem, a previsão é de retirada total das forças não só do Brasil, mas das Nações Unidas", disse.

O anúncio foi feito durante a participação do ministro em uma audiência da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado. Segundo Wagner, o Brasil já gastou com a missão no Haiti R$ 2,3 bilhões, mas cerca de R$ 1 bilhão foi reembolsado pela ONU.

Questionado por parlamentares se valia a pena o Brasil manter uma despesa como essa, o ministro da Defesa reconheceu, no entanto, que a missão era um "ônus", mas que se tratava de uma "missão humanitária que já tem porta de saída e data prevista para acabar".

Chamada de Minustah, a missão de paz que o Brasil chefia no Haiti começou em 2004 e foi intensificada após o terremoto de 2010, que devastou o país.

Na época, atuar nesse tipo de missão era estratégico para o Brasil porque o país almejava ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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