Ministro de Minas e Energia não vê risco de apagão no país

Apesar da previsão do ONS de que chova menos que a média em fevereiro, Eduardo Braga descartou que ocorra um apagão enquanto esse plano está sendo discutido

	Eduardo Braga: "Sinceramente não vejo risco [de apagão]"
 (Geraldo Magela/Agência Senado)
Eduardo Braga: "Sinceramente não vejo risco [de apagão]" (Geraldo Magela/Agência Senado)
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Mariana DurãoPublicado em 30/01/2015 às 16:14.

Rio - O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, descartou o risco de apagão nos próximos três meses, mas disse que o governo prepara um programa de eficiência energética a ser lançado nesse prazo.

A adoção das ações, que não foram detalhadas, coincidirão com o início do período seco no país, que vai de maio a outubro.

"Vamos lançar um programa de eficiência energética que com certeza vai ter um impacto muito positivo. Estamos trabalhando nisso e esperamos que nos próximos 60 a 90 dias tenhamos um conjunto de ações", disse na sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), onde se reúne neste momento com representantes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para discutir as medidas.

Apesar da previsão do ONS de que chova menos que a média em fevereiro, Braga descartou que ocorra um apagão enquanto esse plano está sendo discutido.

"Sinceramente não vejo risco", afirmou, destacando que hoje o sistema passou pelo horário de pico, sua maior preocupação, com 5 mil MW de folga no sistema interligado.

A folga no sistema nacional não impediu o apagão no Sudeste e Centro-Oeste no último dia 19.

Questionado sobre qual seria o limite do governo para decretar um racionamento, Braga disse que isso depende das condições hidrológicas, mas destacou que ainda há várias manobras disponíveis no sistema para assegurar o abastecimento.

Mais cedo, o diretor geral do ONS, Hermes Chipp, afirmou que margem de manobras sem chuvas é pequena.

Além de medidas como a importação de energia da Argentina e de acionamento de Itaipu, o governo está testando uma nova rede de transmissão de energia no Rio Madeira.

Segundo Braga, até fevereiro o segundo bipolo do Rio Madeira estará 100% testado e poderá ser incorporado ao sistema.

"Não é apenas a questão do ritmo hidrológico. É um conjunto de ações que somadas farão um balanço que recomendarão a ação necessária para que o Brasil possa ter conhecimento dos próximos passos", disse.

Na manhã desta sexta-feira, 30, o ministro participou da reunião do conselho do ONS, que reúne empresas dos segmentos de distribuição, geração e transmissão.

Segundo ele, o governo cobrou das companhias a solução de questões como o atraso em obras e ouviu reivindicações. "O diálogo está reaberto", disse.

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