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Ministro cobra mais dinamismo no comércio do Mercosul

"Comércio interno é o elemento de maior impacto na imagem do Mercosul. Precisamos renovar a fluidez do nosso comércio", pediu o ministro das Relações Exteriores


	Mercosul: chanceler também defendeu proposta de acordo comercial com a União Europeia
 (Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)

Mercosul: chanceler também defendeu proposta de acordo comercial com a União Europeia (Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)

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Da Redação

Publicado em 28 de julho de 2014 às 15h31.

Caracas - O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, cobrou dos demais países do Mercosul esforço maior para aumentar o fluxo de comércio e "fluidez" no bloco.

No seu discurso, durante a reunião ampliada do Conselho de Ministros - em que participam também os países associados e convidados -, Figueiredo afirmou que é necessário "resguardar os ganhos das últimas duas décadas".

O ministro endereçou o recado a todos os presentes, mas o alvo prioritário das queixas brasileiras é a Argentina. Apesar da compreensão do Brasil com os problemas do vizinho, as reclamações frequentes são relativas a barreiras não tarifárias impostas periodicamente pelo governo argentino a produtos brasileiros.

"O comércio interno é o elemento de maior impacto na imagem do Mercosul. Precisamos renovar a fluidez do nosso comércio", pediu o ministro. "Precisamos reafirmar nossa estratégia de inserção externa para atender às expectativas de nossas empresas".

Figueiredo reafirmou a proposta brasileira de antecipar para o fim deste ano o prazo de desgravação tarifária com os demais países da América do Sul - na verdade, o Brasil mira Chile, Peru e Colômbia, países com os quais o Mercosul já tem tarifas zero para mais de 90% dos produtos e recebe o mesmo tratamento. A exceção é a Colômbia, que oferece ao Brasil apenas 58%.

O chanceler brasileiro também defendeu a proposta de acordo comercial com a União Europeia. "O Brasil mantém firme seu interesse. Todos os países já alcançaram ofertas compatíveis com os compromissos assumidos", disse, repetindo a afirmação de que o bloco está pronto e espera hoje pelos europeus.

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