Brasil

Mello absolve Pizzolato do crime de lavagem de dinheiro

Mello votou ainda pela condenação de Marcos Valério e seus ex-sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach pelos crimes de corrupção ativa e dois peculatos


	Marco Aurélio Mello: ministro considerou que os R$ 326 mil recebidos por Pizzolato foram pagos por Valério e seus ex-sócios em troca de benefícios
 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Marco Aurélio Mello: ministro considerou que os R$ 326 mil recebidos por Pizzolato foram pagos por Valério e seus ex-sócios em troca de benefícios (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

DR

Da Redação

Publicado em 16 de novembro de 2013 às 16h32.

Brasília - O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela condenação do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato pelos crimes de corrupção passiva e dois peculatos, mas o absolveu em relação à acusação de lavagem de dinheiro. Ele votou ainda pela condenação de Marcos Valério e seus ex-sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach pelos crimes de corrupção ativa e dois peculatos.

Marco Aurélio considerou que os R$ 326 mil recebidos por Pizzolato foram pagos por Valério e seus ex-sócios em troca de benefícios em contratos com o Banco do Brasil. Ele votou pela condenação de peculato duas vezes por entender haver crime em relação à apropriação de recursos de bônus de volume pela agência DNA e também em relação aos repasses feitos por meio do fundo Visanet. O ministro, porém, votou pela absolvição no crime de lavagem de dinheiro por entender que a forma de recebimento foi um mero "exaurimento" do crime de corrupção.

O ministro ressaltou ainda que a condenação dos ex-sócios de Valério pelo crime de corrupção ativa não se deve a sua posição nas empresas. Destacou que eles participavam da administração e assinavam cheques. No caso de Pizzolato, aliás, a assinatura do cheque usado para o saque era de Cristiano Paz.

Marco Aurélio votou também pela absolvição de Luiz Gushiken, ex-ministro da Comunicação Social. Este foi o nono voto favorável a ele.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasPolítica no BrasilEmpresas abertasEmpresas brasileirasBancosBB – Banco do BrasilCorrupçãoEscândalosFraudesSupremo Tribunal Federal (STF)MensalãoHenrique Pizzolato

Mais de Brasil

Fernando Haddad anuncia pré-candidatura ao governo de São Paulo

André Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para Superintendência da PF em Brasília

Após assembleia, caminhoneiros desistem de greve nacional, dizem lideranças

Lula diz que Haddad é o ministro 'mais exitoso da história' e faz críticas a Tarcísio de Freitas