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Marielle Franco ganha estátua no centro do Rio de Janeiro

Homenagem é feita no dia em que a vereadora, morta em 2018, completaria 43 anos. Monumento fica onde ela costumava se reunir com eleitores para prestar conta do mandato
Marielle: A obra foi construída pelo artista plástico Edgar Duvivier, autor de vários outros monumentos na cidade do Rio (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Marielle: A obra foi construída pelo artista plástico Edgar Duvivier, autor de vários outros monumentos na cidade do Rio (Fernando Frazão/Agência Brasil)
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Da redação, com agênciasPublicado em 28/07/2022 às 06:59.

Uma estátua em tamanho real da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, foi inaugurada na quarta-feira, 27, no centro do Rio. A data escolhida marca o dia em que a parlamentar do PSOL completaria 43 anos. A família de Marielle, amigos e outros apoiadores se reuniram no local, conhecido como Buraco do Leme, na Praça Mário Lago.

Todos queriam tirar uma foto ao lado da estátua, construída em bronze, em tamanho natural, com 1,75 metro, mostrando Marielle com o punho esquerdo erguido.

“É um dia de alegria. É o dia em que minha filha veio ao mundo. Marielle era festeira, via muito o lado do outro. Este lugar é um marco na vida dela. Toda sexta-feira ela estava aqui, em cima de um caixote, prestando conta de seu mandato. A história ainda não acabou, pois nós ainda não temos o mandante [do assassinato]. Mas a gente vai chegar neles”, disse Marinete Silva, mãe de Marielle.

A obra foi construída pelo artista plástico Edgar Duvivier, autor de vários outros monumentos na cidade do Rio e no exterior através de um financiamento coletivo do qual participaram mais de 600 doadores, segundo o Instituto Marielle Franco. O local escolhido para erguê-la era onde a vereadora ia todas as sextas-feiras para discursar, em cima de um caixote, sobre sua atuação na Câmara Municipal do Rio.

“Hoje é um momento de celebração, que fortalece a luta incansável que a gente tem vivido, nesses quase cinco anos. A memória da Marielle é um pedacinho mais próximo da gente e esperamos ter dias melhores. Foi um grande passo a gente ter conseguido esta liberação [para colocação da estátua], trazê-la para cá, de punho cerrado, mas com um sorriso no rosto”, disse Anielle Franco, irmã de Marielle. 

Marielle e seu motorista, Anderson Gomes, foram executados a tiros na noite do dia 14 de março de 2018, na capital fluminense. Mais de três anos depois do assassinato, as autoridades policiais ainda não prenderam mandantes do crime. A polícia prendeu apenas os dois supostos executores da parlamentar, o sargento da Polícia Militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio de Queiroz, presos em presídio federal, aguardando o julgamento pelo crime. Em livro sobre o caso, o primeiro delegado a trabalhar nas investigações afirma que “nunca havia visto um crime tão bem planejado”.

Marielle foi assessora do então deputado estadual Marcelo Freixo, na CPI das Milícias, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em 2008. O relatório final pediu o indiciamento de 225 políticos, policiais, agentes penitenciários, bombeiros e civis, levando diversas pessoas à cadeia.

Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil.

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