Brasil

Maluf se entrega à Polícia Federal em São Paulo

O advogado do deputado informou que recorrerá à presidência do Supremo

Paulo Maluf é escoltado pela Polícia Federal em São Paulo, dia 20/12/2017 (Leonardo Benassatto/Reuters)

Paulo Maluf é escoltado pela Polícia Federal em São Paulo, dia 20/12/2017 (Leonardo Benassatto/Reuters)

Valéria Bretas

Valéria Bretas

Publicado em 20 de dezembro de 2017 às 09h03.

Última atualização em 20 de dezembro de 2017 às 14h21.

São Paulo – O deputado federal Paulo Maluf (PP), de 86 anos, se entregou à Polícia Federal (PF) em São Paulo na manhã desta quarta-feira (20).

Nesta terça-feira (19), o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o deputado comece a cumprir pena em regime fechado e perca o seu mandato de parlamentar. 

Em maio, o ex-prefeito de São Paulo (1993-1996) foi condenado pela 1ª Turma do STF a uma pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias pelo crime de lavagem de dinheiro. 

O advogado de Maluf, Antonio Carlos de Almeida Castro, Kakay, informou a EXAME que recorrerá à presidência do STF ainda hoje.

"A decisão do ministro Fachin é teratológica. Os embargos infringentes teriam que ser analisados e ele monocraticamente indeferiu", afirmou Kakay.

Fachin, por outro lado, diz que essa estratégia é um mero truque da defesa para protelar a decisão. "A manifesta inadmissibilidade dos embargos infringentes ora opostos, na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, revela seu caráter meramente protelatório, razão por que não impede o imediato cumprimento da decisão condenatória", pontuou Fachin em sua decisão.

Veja a íntegra da decisão do ministro.

 

Acompanhe tudo sobre:Supremo Tribunal Federal (STF)Paulo Maluf

Mais de Brasil

Moraes autoriza Braga Netto a fazer curso à distância para reduzir pena por tentativa de golpe

Flávio diz que Moraes quer ‘interferir nas eleições’ após ser impedido de visitar Jair Bolsonaro

MP do Frete deve ser votada após acordo com a oposição, diz Randolfe

Campanha de Flávio Bolsonaro diz que decisão de Moraes é 'ilegal' e 'autoritária'