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Lupi: Falta de qualificação limita alta de empregos

Ministro do Trabalho diz que é baixa a expectativa de cerca de 1 milhão de trabalhadores que devem passar por formação em 2010 - deveriam ser 5 milhões

Carlos Lupi, ministro do Trabalho e Emprego: "não temos estrutura pública nem privada para atender à formação de tantos trabalhadores"

Carlos Lupi, ministro do Trabalho e Emprego: "não temos estrutura pública nem privada para atender à formação de tantos trabalhadores"

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Da Redação

Publicado em 11 de novembro de 2011 às 13h16.

Brasília - Apesar da geração recorde de empregos em abril e da previsão de criação de 2,5 milhões de vagas em 2010, a falta de qualificação ameaça o crescimento do número de postos de trabalho formais em todo o país, de acordo com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Este ano, a expectativa é que cerca de 1 milhão de trabalhadores passem por algum curso de formação. "Estamos muito aquém do necessário, deveriam ser 5 milhões", comparou, em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro.

Segundo Lupi, a falta de qualificação é o grande gargalo da geração de empregos no país e atinge principalmente setores como a construção civil e os serviços.

"No Brasil temos a cultura do diploma universitário, mas deixamos de lado os cursos técnicos e de aperfeiçoamento, que são os mais necessários agora. Falta uma política para cursos de qualificação e aperfeiçoamento de curto e médio prazos."

Lupi disse que os investimentos em qualificação devem ser prioridade do governo e da iniciativa privada e aposta no chamado Sistema S (Senai, Sesi, Sesc, Senac e outros) para a expansão dos cursos de formação profissional. "Eles estão em todo o Brasil e têm a rede mais preparada para esses cursos. Mas temos que apelar para que ofereçam mais vagas gratuitas, porque quem está desempregado não consegue pagar."

Segundo o ministro, o governo está elaborando um projeto de lei para combinar o recebimento do seguro-desemprego à participação do trabalhador em cursos de capacitação profissional. "O problema é que não temos estrutura pública nem privada para atender à formação de tantos trabalhadores", reconheceu.

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