Repórter
Publicado em 22 de julho de 2026 às 07h28.
O governo Lula realiza nesta quarta-feira, 22, uma nova rodada de reuniões com empresários dos setores mais afetados pela tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Os encontros ocorrem no mesmo dia em que a nova taxação anunciada pelo presidente Donald Trump entra em vigor.
Desta vez, participam representantes das indústrias de móveis, açúcar, fumo e produtos químicos. As reuniões fazem parte da estratégia do governo para avaliar os impactos da medida e discutir possíveis ações de apoio aos exportadores.
Os encontros são coordenados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e devem contar também com representantes do Ministério da Fazenda.
A intenção é ouvir as demandas de cada segmento antes de definir um pacote de medidas para minimizar os efeitos da política comercial americana. Além de calibrar o apoio aos exportadores, o governo pretende apresentar as iniciativas já adotadas e reforçar sua disposição de auxiliar os setores mais atingidos.
Na segunda-feira, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e o secretário-executivo da pasta, Márcio Elias Rosa, receberam representantes das indústrias de calçados, máquinas e equipamentos, eletroeletrônicos, plásticos e pneus, segmentos que ficaram fora da lista de exceções criada pelos Estados Unidos.
Após o encontro, o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, defendeu que o Brasil evite recorrer, neste momento, à Lei da Reciprocidade Econômica como resposta às medidas americanas.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a nova tarifa atingirá cerca de 26,2% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. Produtos considerados estratégicos para o mercado americano, como ferro-gusa, café, carnes e suco de laranja, ficaram de fora da nova cobrança.
De acordo com o secretário-executivo do Mdic, Márcio Elias Rosa, os segmentos mais impactados pela medida são madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar.
Integrantes do governo, segundo O Globo, avaliam que as reuniões também representam uma oportunidade para estreitar o diálogo com o setor produtivo em meio à escalada da disputa comercial com os Estados Unidos.
*Com O Globo