Os presidentes Donald Trump e Lula, durante reunião na Malásia, em 26 de outubro de 2025 (Ricardo Stuckert/PR/Divulgação)
Repórter especial em Brasília
Publicado em 4 de maio de 2026 às 13h25.
Última atualização em 4 de maio de 2026 às 13h25.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve viajar aos Estados Unidos para se reunir com o líder americano Donald Trump nesta quinta-feira. O encontro pessoal entre os dois é considerado um importante ativo da diplomacia brasileira, que vinha em tratativas sobre o tema há meses.
Ainda não há anúncio oficial da agenda entre os dois líderes, mas a informação foi noticiada pelo jornal O Globo e confirmada pela Exame por pessoas familiarizadas com o tema. Caberá à Casa Branca o anúncio oficial.
Na conversa, Lula deverá tentar emplacar a normalização das relações comerciais entre os dois países. Também deverá reforçar o pedido do Brasil para que os Estados Unidos não incluam na lista de organizações terroristas as facções criminosas brasileiras, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital. O entendimento do governo brasileiro é de que uma eventual inclusão abriria espaço para sanções americanas ao sistema financeiro do Brasil, por exemplo.
Se concretizado, o encontro entre Lula e Trump ocorre em um momento de baixas popularidades domésticas de ambos os líderes. O americano enfrenta crescente oposição, nos Estados Unidos, à guerra que promove no Oriente Médio.
Já a aprovação de Lula tem patinado e se soma a uma nova crise desatada com o Congresso após a rejeição, pelo Senado, do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal, na semana passada. O quadro se agravou com a derrubada do veto presidencial ao projeto de lei da Dosimetria, que reduz penas de condenados por crimes contra a democracia.