Brasil

Lula demite Rita Serrano da presidência da Caixa; Carlos Vieira assume o cargo

Carlos Antônio Vieira Fernandes, servidor da Caixa e ex-presidente do Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa, assumiu o cargo

Caixa: Serrano ficou dez meses no cargo

Caixa: Serrano ficou dez meses no cargo

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 25 de outubro de 2023 às 14h17.

Última atualização em 25 de outubro de 2023 às 14h55.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demitiu nesta quarta-feira, 25, a presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano. A troca do comando no banco público era aventada desde julho, como parte do acordo com o presidente da Câmara dos Deputado, Arthur Lira, para o governo ampliar a base aliada. Carlos Antônio Vieira Fernandes, servidor da Caixa e ex-presidente do Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa, assumiu o cargo.

Em nota, o Palácio do Planalto afirma que Lula agradeceu o trabalho e dedicação de Serrano no exercício do cargo. "Serrano cumpriu na sua gestão uma missão importante de recuperação da gestão e cultura interna da Caixa Econômica Federal, com a valorização do corpo de funcionários e retomada do papel do banco em diversas políticas sociais, ao mesmo tempo aumentando sua eficiência e rentabilidade, ampliando os financiamentos para habitação, infraestrutura e agronegócio. Na gestão de Serrano foram inauguradas 74 salas de atendimento para prefeitos em todo o país, cumprindo um compromisso de campanha", escreveu o governo.

Sobre a nomeação de Carlos Vieira, o governo afirma que o economista dará " continuidade ao trabalho da Caixa Econômica Federal na oferta de crédito na nossa economia e na execução de políticas públicas em diversas áreas sociais, culturais e esportivas". Vieira atuou no Ministério das Cidades nas gestões de Gilberto Occhi, nome ligado ao PP, e do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) durante o governo Dilma Rousseff.

Agenda econômica lenta

A troca acontece em um momento de paralisia da agenda econômica do governo no Congresso. A votação da taxação dos fundos exclusivos e offshores foi adiada seguidas vezes nas últimas semanas. O projeto é prioritário para o Ministério da Fazenda, que tenta zerar o déficit nas contas públicas em 2024 e quer levantar R$ 20 bilhões com essas medidas em 2024. Com a mudança no banco, e indicação de Lira, as pautas devem destravar.

Em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", em setembro, Lira afirmou que nomes do centrão seriam indicados para o comando da Caixa. Na ocasião, ele disse que o acordo fazia parte da composição realizada pelo governo para fortalecer sua base aliada no Congresso. Ao jornal, o presidente da Câmara afirmou que as indicações políticas para o comando do banco não podem ser criminalizadas por si só. 

Acompanhe tudo sobre:CaixaLuiz Inácio Lula da Silva

Mais de Brasil

Governo cria sistema de emissão de carteira nacional da pessoa com TEA

Governo de SP usará drones para estimar número de morte de peixes após contaminação de rios

8/1: Dobra número de investigados por atos golpistas que pediram refúgio na Argentina, estima PF

PEC que anistia partidos só deve ser votada em agosto no Senado

Mais na Exame