Brasil

Lula confirma Alckmin como vice na chapa à reeleição

Alckmin deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Durante o tarifaço de Trump, atual vice teve papel fundamental nas negociações

Lula e Alckmin embarcam para China nesta terça-feira, 11 (Ricardo Stuckert/Planalto/Divulgação)

Lula e Alckmin embarcam para China nesta terça-feira, 11 (Ricardo Stuckert/Planalto/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 31 de março de 2026 às 10h52.

Última atualização em 31 de março de 2026 às 11h05.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta terça-feira, 31, que o o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ocupará novamente a vaga na chapa que disputará a reeleição em outubro deste ano. 

"O companheiro Alckmin terá que sair do MDIC porque ele é candidato a vice presidente da República outra vez", disse Lula durante a última reunião ministerial antes da saída de ministros para disputar o pleito deste ano.

No encontro, o petista afirmou que, além de Alckmin, pelo menos 13 ministros deixarão o governo. Simone Tebet (PSB), Marina Silva, Renan Filho (MDB) e Rui Costa (PT) são alguns dos nomes.

Lula brincou ainda que até o final de semana mais nomes podem deixar o governo já que o prazo se encerra apenas no dia 4.

A aliança de Lula e Alckmin em 2022 foi apontada como um trunfo e um aceno do petista ao centro.

No governo, Alckmin foi Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e teve papel fundamental durante o tarifaço do governo Donald Trump a produtos brasileiros. 

Neste ano, setores do PT discutiam se um nome do MDB poderia criar um fator novo para Lula. No último sábado, 28, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o MDB e o PSD não integrarão a aliança pela reeleição de Lula nacionalmente e que as alianças devem se restringir a acordos estaduais.

Em entrevista no início deste ano, o petista deixou em aberto a possibilidade de Alckmin disputar a eleição em São Paulo como candidato ao governo estadual ou ao Senado ao afirmar que ele "teria uma missão cumprir". 

A possibilidade, porém, diminuiu nas últimas semanas com as movimentações do tabuleiro eleitoral. O ex-ministro Fernando Haddad foi anunciado como pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, filiou-se ao PSB para disputar o Senado na última sexta-feira.

Durante o evento, aliados de Alckmin afirmaram à EXAME que a renovação da chapa para a disputa da reeleição de Lula estava praticamente “certa”.

A segunda vaga da chapa paulista deverá ser ocupada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que pode deixar a Rede e se filiar ao PT ou ao PSOL.

Acompanhe tudo sobre:Luiz Inácio Lula da SilvaGeraldo AlckminEleições 2026

Mais de Brasil

Tebet, Derrite e Marina lideram cenário para Senado em SP, diz AtlasIntel

Previsão do tempo: Sul e Sudeste têm risco de temporais nesta terça; veja áreas

Rio de Janeiro e Ceará decretam ponto facultativo na quinta-feira santa

Lula sanciona hoje lei que amplia licença-paternidade para 20 dias