Brasil

Leilão de blocos do pré-sal deve arrecadar até R$ 3,2 bilhões

Com a medida, 18 novos blocos de exploração passam a integrar a Oferta Permanente de Partilha

20/04/2018-P-74 no campo de Búzios no pré-sal da Bacia de Santos (André Ribeiro / Agência Petrobrás/Agência Brasil)

20/04/2018-P-74 no campo de Búzios no pré-sal da Bacia de Santos (André Ribeiro / Agência Petrobrás/Agência Brasil)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 18h03.

O Governo do Brasil autorizou nesta quarta-feira, 11, a ampliação da oferta de áreas para exploração de petróleo e gás em águas profundas e ultraprofundas nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo. A estimativa do governo é de arrecadar até R$ 3,2 bilhões em bônus de assinatura com a oferta de 18 novos blocos de exploração.

A decisão foi construída de forma integrada entre o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Segundo nota dos ministérios, os blocos liberados estão localizados em “grande parte do polígono do pré-sal", e “em duas das principais bacias produtoras do país".

Com a medida, os 18 novos blocos passam a integrar a Oferta Permanente de Partilha. Eles se somam aos oito já previstos em edital, viabilizando uma rodada com 26 blocos, a maior já organizada no país sob o regime de partilha.

Os valores obtidos em leilões são importantes para a arrecadação do governo federal. O orçamento de 2026 prevê R$ 31 bilhões com a venda da participação da União em certames de petróleo.

18 novos blocos: mapa mostra Setores das Bacias de Campos liberados para a oferta de blocos (MMA e MME/Reprodução)

Arrecadações trilionárias

Ao longo do ciclo dos contratos, a previsão dos ministérios é de R$ 1,6 trilhão em arrecadação governamental e cerca de R$ 1,4 trilhão em investimentos, com impacto direto sobre a economia e a cadeia produtiva de óleo e gás.

Segundo a nota conjunta dos ministérios, a decisão estabelece bases mais sólidas para o planejamento do setor ao alinhar desenvolvimento econômico, segurança energética e responsabilidade ambiental.

A medida integra a agenda estratégica do programa Potencializa E&P, voltado a facilitar investimentos e aumentar a produção nacional.

O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia Renato Cabral disse que a licitação das blocos deve acontecer no maior leilão já feito sob o regime de partilha de exploração de petróleo instituído em 2017.

Como funcionam os leilões?

No regime de concessão, a empresa que vence o leilão assume todos os riscos: se não encontrar petróleo ou gás natural, arca sozinha com os prejuízos, mas, se tiver sucesso, vira proprietária de tudo o que for produzido.

Em contrapartida, a concessionária paga participações governamentais, como bônus de assinatura, pagamento pela ocupação ou retenção de área (no caso dos blocos terrestres), royalties e, em caso de campos de grande produção, a participação especial. Os contratos são assinados pela ANP em nome da União.

Processo agilizado

Esta foi a primeira vez que a manifestação de viabilidade ambiental foi emitida de maneira conjunta pelos ministérios, em uma ação para agilizar o processo de avaliação. Com a autorização, a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) poderá avançar na inclusão dos blocos em leilões a serem realizados.

O governo avalia que a ampliação da oferta cria condições para atrair investimentos de longo prazo, fortalecer a cadeia produtiva, gerar empregos, ampliar renda e impulsionar o desenvolvimento regional.

(Com informações do jornal O Globo)

Acompanhe tudo sobre:PetróleoPré-sal

Mais de Brasil

Moraes dá 48h para Jair Bolsonaro explicar se deu aval a vídeo de IA na convenção de Flávio

Cleitinho diz ao PL que será candidato ao governo de Minas

Governo Lula vai ampliar prazo para aderir ao Desenrola 2.0

Lula provoca Trump por corte de verbas à OMS: 'tratamento de saúde não é para rico'