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Justiça condena sete da Máfia das Sanguessugas por desvios

O grupo fraudava licitações para compra de ambulâncias com recursos de emendas parlamentares


	A condenação inclui a perda de bens e valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio de cada um, suspensão dos direitos políticos por oito anos e perda da função pública
 (Edson Lopes Jr./A2 Fotografia/Fotos Públicas)

A condenação inclui a perda de bens e valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio de cada um, suspensão dos direitos políticos por oito anos e perda da função pública (Edson Lopes Jr./A2 Fotografia/Fotos Públicas)

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Da Redação

Publicado em 19 de maio de 2015 às 16h15.

São Paulo - A Justiça Federal condenou sete acusados de improbidade administrativa por desvios de recursos que seriam destinados à Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro, em São Paulo.

Eles deverão restituir cerca de R$ 1 milhão pelos 'danos causados à coletividade'. Um dos condenados é o ex-deputado Amauri Gasques (PL/SP). Na ocasião em que seu nome foi citado na CPMI das Sanguessugas, Gasques rebateu as suspeitas.

O grupo foi investigado em 2006 pela Polícia Federal na Operação Sanguessuga - fraude a licitações para compra de ambulâncias com recursos de emendas parlamentares.

As informações sobre a condenação dos sete alvos da Sanguessuga foram divulgadas no portal da Justiça Federal em São Paulo nesta segunda, 18.

A sentença do juiz Paulo Cezar Duran, da 4.ª Vara Federal Cível em São Paulo, condenou os acusados à perda de bens e valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio de cada um, suspensão dos direitos políticos por oito anos e perda da função pública.

A decisão também manteve a indisponibilidade dos bens móveis e imóveis decretada no início do processo. Entre os réus estão empresários, um ex-deputado federal e sua assessora parlamentar.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), autor da ação, o esquema Máfia das Sanguessugas era executado por integrantes de uma quadrilha que atuava em âmbito nacional supostamente sob comando do empresário Luiz Antônio Vedoin, de Cuiabá (MT).

A trama funcionava por meio do desvio de verbas de emendas parlamentares que seriam destinadas à compra de ambulâncias e materiais hospitalares e era dividido em etapas.

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