Brasil

José Álvaro Moisés, um dos fundadores do PT, morre afogado aos 81 anos

O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental

Moisés se formou em 1970 nas primeiras turmas do Curso de Graduação em Ciências Sociais pela USP (Reprodução)

Moisés se formou em 1970 nas primeiras turmas do Curso de Graduação em Ciências Sociais pela USP (Reprodução)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 14 de fevereiro de 2026 às 13h24.

O professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), José Álvaro Moisés, de 81 anos, morreu afogado na praia de Itamambuca, em Ubatuba, na tarde de sexta-feira, 13. A identidade da vítima foi confirmada na manhã deste sábado pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) e pela Polícia Civil.

Segundo o boletim de ocorrência, o caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental. O documento informa que uma amiga que acompanhava o professor relatou à Polícia Civil que estava na praia com ele e outros amigos. O grupo teria chegado ao local por volta das 17h30.

Repercussão

Em nota, a USP lamentou a morte do professor e destacou o legado deixado por ele ao longo de sua trajetória acadêmica. A Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) também se manifestou, ressaltando a contribuição de Moisés para a área.

“Sua trajetória acadêmica, marcada pelo rigor intelectual e pelo compromisso com a vida pública, deixa um legado incontornável para a área e para gerações de pesquisadoras e pesquisadores. Neste momento de tristeza, a ABCP manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos(as), colegas e estudantes”, afirmou a entidade.

Perfil

José Álvaro Moisés era uma das principais referências acadêmicas no estudo da democracia e das instituições políticas no Brasil. Professor titular da Universidade de São Paulo (USP), integrou o International Social Sciences Council, ligado à UNESCO, dirigiu o Núcleo de Pesquisa em Políticas Públicas da universidade, editou o blog Qualidade da Democracia e atuava como coordenador acadêmico do projeto Corrupteca.

Na década de 1980, Moisés foi secretário do Partido dos Trabalhadores (PT). Em um período em que a legenda ainda estruturava suas bases políticas, ele participou da elaboração de uma cartilha que explicava os princípios do partido e discutia temas relacionados à Assembleia Nacional Constituinte, processo que marcou a redemocratização após a Ditadura Militar.

Além da atuação acadêmica e política, colaborava com jornais e revistas nacionais e publicou diversos livros de análise política. Nos últimos anos, adotou uma postura crítica em relação aos governos da legenda.

 

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