Brasil

INSS deve pagar pensão por morte em união homoafetiva

A determinação foi dada pelo juiz federal Fernando Henrique Correa Custódio, da 4ª Vara, Gabinete do Juizado Especial Federal em São Paulo

Para Justiça Federal, o INSS terá 45 dias para implantar o benefício, pagar uma renda mensal de R$ 1.834,19, além do montante das prestações vencidas no valor de R$ 48.964,91 (Antonio Cruz/ABr)

Para Justiça Federal, o INSS terá 45 dias para implantar o benefício, pagar uma renda mensal de R$ 1.834,19, além do montante das prestações vencidas no valor de R$ 48.964,91 (Antonio Cruz/ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de março de 2012 às 08h49.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - A Justiça Federal condenou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a conceder o beneficio de "pensão por morte" a um homem que mantinha união homoafetiva com o falecido até a data do óbito. A determinação foi dada pelo juiz federal Fernando Henrique Correa Custódio, da 4ª Vara, Gabinete do Juizado Especial Federal em São Paulo/SP.

O INSS terá 45 dias para implantar o benefício, pagar uma renda mensal de R$ 1.834,19, além do montante das prestações vencidas no valor de R$ 48.964,91, de acordo com a Justiça Federal.

Para Fernando Custódio, "mesmo que não esteja de forma explícita no texto constitucional, das bordas de seus princípios e objetivos deve se extrair a conclusão de que a união homoafetiva deve ser amparada e protegida pelo Estado". Ainda, considerando que o requerente apresentou documentos suficientes comprovando que na data do óbito do companheiro estava configurada a união estável, o juiz entendeu que é devido o benefício desde a data do requerimento administrativo.

Acompanhe tudo sobre:JustiçaLegislaçãoPreconceitosGaysLGBT

Mais de Brasil

Pesquisa AtlasIntel: Mitidieri tem 41,3% e Valmir, 34,2%, no 1º turno em Sergipe

PT em transe? Avanço de Flávio amplia pressão de aliados sobre comando da campanha de Lula

Real Time: Van Hattem, d'Ávila e Sanderson empatam na corrida ao Senado no Rio Grande do Sul

Real Time Big Data: Flávio Bolsonaro tem 42% e Lula, 39%, no Rio Grande do Sul