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Palmeiras sofre derrota na Justiça por causa de FGTS; caso ultrapassa R$ 6 milhões

Entre os nomes que estão na lista de contratos analisados estão Marcos, Valdivia, Edmundo e Muricy Ramalho, segundo a ESPN

 (Facebook/Reprodução)

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Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 28 de setembro de 2026 às 15h51.

Última atualização em 28 de setembro de 2026 às 16h42.

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Resumo:  O Palmeiras sofreu uma derrota na Justiça em um processo que cobra mais de R$ 6 milhões em FGTS e contribuição social sobre pagamentos feitos a 89 ex-jogadores, técnicos e funcionários entre 2006 e 2009. A União alega que valores pagos como direitos de imagem tinham, na prática, natureza salarial e, por isso, deveriam ter gerado o recolhimento dos encargos trabalhistas.


 

O Palmeiras sofreu uma derrota na Justiça em uma disputa que envolve a cobrança de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e contribuição social sobre pagamentos feitos a 89 ex-jogadores, técnicos e funcionários do clube. O caso, que ultrapassa R$ 6 milhões sem considerar juros e correções, voltou a ser favorável à União após decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).

Segundo informações da ESPN, a controvérsia teve início em 2016, quando o Ministério do Trabalho autuou o clube por supostas irregularidades no recolhimento de encargos sobre valores pagos entre 2006 e 2009. Segundo a fiscalização, os repasses classificados pelo Palmeiras como direitos de imagem teriam, na prática, natureza salarial, o que exigiria a incidência de FGTS e contribuição social.

O clube sustentou que os contratos de direito de imagem eram independentes dos vínculos empregatícios e possuíam caráter civil, sem qualquer irregularidade trabalhista ou tributária. A argumentação foi acolhida em primeira instância, em 2022, quando a 8ª Vara de Execuções Fiscais Federais de São Paulo anulou as cobranças e ainda determinou que a Fazenda Nacional pagasse cerca de R$ 385 mil em honorários advocatícios, de acordo com a ESPN.

A decisão, porém, foi contestada pela União no TRF-3. No recurso, a Fazenda Nacional alegou que os pagamentos eram realizados de forma mensal, fixa e habitual, funcionando como complemento salarial disfarçado sob a denominação de direito de imagem.

Na última quinta-feira, o desembargador federal Herbert de Bruyn, da 1ª Turma do TRF-3, reformou integralmente a sentença favorável ao Palmeiras. O magistrado entendeu que as verbas eram pagas regularmente e sem ligação direta com a exploração comercial da imagem dos profissionais, característica que, segundo ele, reforça a natureza remuneratória dos valores.

Com a nova decisão, foi restabelecida a cobrança de FGTS e da contribuição social sobre os pagamentos questionados. O Palmeiras ainda pode recorrer da sentença no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

A EXAME entrou em contato com a assessoria do clube paulista e ainda aguarda um posicionamento.

O que é o FGTS

O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) é um benefício trabalhista criado para proteger o trabalhador demitido sem justa causa.

Todos os meses, o empregador deve depositar em uma conta vinculada ao trabalhador o equivalente a 8% do salário bruto. Esse valor não é descontado do salário do empregado, sendo uma obrigação da empresa.

O saldo do FGTS pode ser sacado em situações específicas, como:

  • Demissão sem justa causa;
  • Compra da casa própria;
  • Aposentadoria;
  • Doenças graves previstas em lei;
  • Saque-aniversário (para quem aderiu à modalidade);
  • Calamidades públicas autorizadas pelo governo.
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