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Concessionária assume lote Paranapanema em SP com free flow só em 2027

Contrato prevê R$ 5,8 bilhões em investimentos e 150 km de duplicações; cobrança automática começa após entrega de obras e aval da Artesp

Lote Paranapanema: concessionária assumirá trecho de 285 km da Raposo Tavares  (Governo de São Paulo/Divulgação)

Lote Paranapanema: concessionária assumirá trecho de 285 km da Raposo Tavares (Governo de São Paulo/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 06h00.

A concessionária Via Raposo, do fundo Pátria Investimentos, assume nesta quinta-feira, 19, a operação de 285 quilômetros de rodovias do Lote Paranapanema, no interior de São Paulo, com previsão de R$ 5,8 bilhões em investimentos ao longo do contrato.

A empresa passa a administrar trechos das rodovias SP-270 (Raposo Tavares), SP-189 (Engenheiro Lauri Simões de Barros), SP-278 (Mello Peixoto), além dos acessos SPA-204/270 (Angatuba) e SPA 245/270 (Rodovia Engenheiro Edson Martins de Lara).

Antes da concessão, o lote era administrado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e não tinha cobrança de pedágio. Com a concessão, a tarifa será implementada a partir de 2027 por meio do Free Flow.

O projeto prevê a duplicação de cerca de 150 quilômetros, além da implantação de 29 novas passarelas, 84 pontos de ônibus, 56 quilômetros de acostamentos, vias marginais e novos dispositivos de acesso.

Também estão previstas iluminação em LED em áreas urbanas, câmeras de monitoramento (CFTV), painéis de mensagens variáveis, conectividade ao longo do trecho e postos de pesagem.

O contrato será fiscalizado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A empresa receberá R$ 274,2 milhões de contrapartida do Estado por ano. 

A concessionária deverá manter monitoramento 24 horas, com inspeção de tráfego, guinchos e ambulâncias para atendimento médico. O contrato estabelece metas de desempenho e indicadores de qualidade, que condicionam parte da remuneração da empresa.

Segundo o governo paulista, o projeto recebeu mais de 250 contribuições em audiências e consulta pública. Desse total, 53% foram incorporadas total ou parcialmente. O desenho final incluiu intervenções de drenagem, medidas de controle de enchentes e passagens de fauna.

A concessão abrange os municípios de Angatuba, Bernardino de Campos, Buri, Campina do Monte Alegre, Canitar, Chavantes, Ipaussu, Itaí, Itapetininga, Ourinhos, Paranapanema, Piraju e Tejupá.

Com a duplicação integral da Raposo Tavares no trecho concedido, o governo projeta criar uma alternativa à Rodovia Castello Branco (SP-280), ampliando a ligação do interior paulista e da região Centro-Oeste ao Porto de Santos.

A ideia é criar uma nova rota para o escoamento da produção agrícola e industrial do estado.

Free flow previsto para 2027

A cobrança eletrônica no modelo free flow, sistema de pedágio sem praças físicas, será implementada por meio do sistema Siga Fácil. O modelo identifica os veículos por placas ou TAGs e permite pagamento proporcional ao trecho percorrido.

A instalação e o início da operação dos pórticos dependem da entrega das obras previstas em contrato e de autorização da Artesp, com previsão até o fim do primeiro semestre de 2027.

O site sigafacil.sp.gov.br reúne informações sobre localização dos pórticos, formas de pagamento e canais de atendimento.

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