Homicídios têm queda de 25% nos primeiros dois meses de 2019

A queda foi puxada, principalmente, pelos estados do Nordeste, que, juntos, registraram redução de 34% das mortes violentas

São Paulo — Nos primeiros dois meses deste ano, o Brasil registrou uma queda nos índices de homicídio de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Monitor da Violência do G1, divulgado nesta quinta-feira (18).

Segundo os números, entre janeiro e fevereiro houve 6.856 mortes violentas, contra 9.094 assassinatos no mesmo período de 2018.

A queda foi puxada, principalmente, pelos estados do Nordeste, que, juntos, registraram redução de 34% das mortes violentas. O levantamento mostra que somente no Ceará o índice caiu 58%. Em contrapartida, apenas os estados do Amazonas (3,3%) e Rondônia (3,9%) tiveram aumento.

O Monitor da Violência é uma ferramenta elaborada pelo site de notícias, em parceria com o Núcleo de Estudos de Violência da Universidade de São Paulo e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Para a computação periódica dos índices de mortes violentas no país, são levados em conta os dados oficiais dos 27 estados e do Distrito Federal. Neste levantamento, o primeiro do ano, não há dados apenas do Paraná. Segundo o governo do Estado, os números referentes ao período ainda estão em tabulação para serem divulgados.

Razões

De acordo com Renato Sérgio de Lima, diretor do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há um conjunto de fatores, alguns ainda não tão esclarecidos, que explicam a redução nos assassinatos no Brasil.

"O Ceará é um bom exemplo para demonstrar a multicausalidade das mortes violentas no país. De um lado você tem um acordo firmado entre facções, que perceberam que é possível chamar atenção do Estado sem ter que matar tanta gente, e do outro há uma maior participação das forças policiais empenhadas em reduzir a violência na região", explica.

Uma variável importante, que deve ser acompanhada pelos estudiosos em Segurança Pública pelos próximos meses, foi uma portaria publicada em dezembro de 2018 para unificar os sistemas de informação nacional de homicídio no país. "Ainda não conseguimos mensurar o impacto que isso pode ou não ter trazido para a estatística, mas estamos em alerta sobre isso", diz Lima.

Interferência

Os dados do Monitor da Violência não incluem os casos registrados de feminicídio, uma classificação criada em 2015 para tipificar de forma separada o assassinato de mulheres em decorrência do gênero.

Lima aponta a possibilidade de que na medida em que essa categoria passa a ser mais utilizada pelos órgãos públicos, causem um impacto negativo no número de homicídios totais.

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