Brasil

Haddad celebra entendimentos com Dilma e Alckmin

O prefeito comemorou a entrega de terrenos para uma nova unidade da Universidade Federal de São Paulo e para um campus do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia


	Fernando Haddad: "50 anos né? Tô um pouco incomodado com esse número"
 (Marcelo Camargo/ABr)

Fernando Haddad: "50 anos né? Tô um pouco incomodado com esse número" (Marcelo Camargo/ABr)

DR

Da Redação

Publicado em 13 de junho de 2013 às 07h48.

São Paulo - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse na tarde desta sexta-feira que esta é uma semana "paradigmática" para São Paulo, não somente por causa do aniversário da cidade, hoje, mas porque, segundo ele, marca a celebração de vários entendimentos com os governos federal e estadual.

"Esta semana tem por trás um gesto simbólico sobre como pretendemos governar São Paulo. É paradigmática. Independentemente da bandeira partidária, vamos trabalhar em conjunto com outros entes da federação", afirmou, destacando as parcerias fechadas com o governo do Estado em áreas como educação e habitação.

Haddad, que assim como a cidade nasceu em 25 de janeiro, disse que hoje estava comemorando somente o aniversário de São Paulo. "50 anos né? Tô um pouco incomodado com esse número. Tô me familiarizando com esse novo decênio", brincou. Perguntado sobre se o presente que o contribuinte poderia receber é o fim da taxa da inspeção veicular, o prefeito disse que não, "que é melhor que esse".

"Esse já está dado. O presente virá nesta tarde na solenidade com a com a presidente Dilma", afirmou, sobre a entrega de terrenos para a construção de uma unidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na zona leste, e para um campus do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia, na zona norte. "Foi algo que eu havia prometido até como ministro (da Educação), mas não pude concretizar por falta de espaço", afirmou. "Lembrando que 50% as vagas, no mínimo, serão destinadas aos alunos da escola pública", acrescentou.

Sobre o projeto da Nova Luz, no centro da cidade, o prefeito disse que "o original do ponto de vista econômico-financeiro não se sustenta como concessão urbanística". "Portanto, pode não ser viável sem a fonte de recursos", observou. De acordo com o prefeito, a prefeitura negocia parceria com a Casa Paulista, do governo do Estado, para encontrar uma forma de ocupação do centro "via PPP (Parceria Público-Privada)". "E sem desprezar os aspectos urbanísticos imaginados pelos mentores do projeto", declarou.


As declarações foram dadas no início da tarde, após a cerimônia de entrega da Medalha 25 de Janeiro em homenagem a Oscar Niemeyer, morto em 2012, entregue à viúva do arquiteto, Vera Lúcia Niemeyer. O evento foi realizado na sede de Prefeitura.

Pela manhã, a participação do prefeito nos atos comemorativos dos 459 anos da cidade começou às 8 horas no Pátio do Colégio com a deposição de flores no monumento de fundação da cidade de São Paulo. Na sequência, Haddad, a primeira-dama Ana Estela e dois de seus filhos seguiram para a catedral da Sé para missa em celebração ao aniversário da capital, celebrada pelo arcebispo Dom Odilo Scherer.

Na missa, estiveram presentes também o governador Geraldo Alckmin, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), entre outras personalidades, como o técnico do Corinthians, Tite, acompanhado da esposa e da filha. Do lado de fora da catedral, manifestantes de diversos movimentos e entidades de classe, como a de policiais aposentados do Estado, protestavam contra o governador, que foi vaiado ao sair da catedral.

Acompanhe tudo sobre:Políticos brasileirosPolítica no Brasilcidades-brasileirasMetrópoles globaisSão Paulo capitalEducação no BrasilFernando HaddadPrefeitos

Mais de Brasil

Os cinco estados com o diesel mais caro do Brasil; preços disparam até 37% no país

Falta de diesel ameaça serviços essenciais em 142 cidades do RS

'Estão querendo nos colonizar outra vez', diz Lula sobre terras raras

Bolsonaro segue na UTI com pneumonia bilateral, diz boletim médico