Ministro da Fazenda, Fernando Haddad e o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de abertura da Caravana Federativa, no Expo Center Norte (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)
Repórter
Publicado em 19 de março de 2026 às 17h23.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta quinta-feira, 19, de um evento com foco em prefeitos paulistas em meio à expectativa do anúncio de Fernando Haddad como pré-candidato ao governo de São Paulo.
Durante a 17ª Caravana Federativa, Lula direcionou críticas ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e fez menções ao relacionamento entre o governo estadual e gestores municipais.
O encontro reuniu prefeitos e vice-prefeitos para apresentar programas federais e atender demandas locais, incluindo iniciativas como Minha Casa, Minha Vida, financiamentos do BNDES e projetos nas áreas de saúde, educação e transparência.
O evento contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e de 14 ministros, que destacaram ações do governo federal em São Paulo.
"Pelo que estou sabendo, os prefeitos de São Paulo são mal recebidos pelo governo do estado de São Paulo", afirmou o presidente no discurso.
Nas falas, Lula e integrantes do governo destacaram o municipalismo, modelo de fortalecimento da relação entre União e municípios, e o pacto federativo. O presidente afirmou que a distribuição de recursos não considera filiação partidária dos prefeitos.
Lula também mencionou obras de infraestrutura no estado, como o túnel entre Santos e Guarujá e projetos de mobilidade urbana. "É importante lembrar que parte das grandes obras que o governo de São Paulo anuncia como se fosse dele, tanto o trem, quanto o túnel e metrô, é dinheiro financiado pelo BNDES em nome do governo federal", declarou.
No mesmo discurso, o presidente citou programas habitacionais e comparou iniciativas estaduais e federais. "Aqui em São Paulo, praticamente 60% das casas construídas aqui é do Minha Casa, Minha Vida, que aqui eles dão o nome de Casa Paulista", afirmou.
A agenda também marcou a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda. Segundo Lula, o ministro deverá anunciar sua pré-candidatura ao governo paulista em evento previsto para a noite, em São Bernardo do Campo.
"Certamente vai passar pela história como o ministro da Fazenda mais exitoso desse país porque aprovou uma reforma tributária que há 40 anos se esperava", disse Lula, ao avaliar o trabalho de Haddad no governo federal.
Durante o evento, o presidente Lula sancionou dois projetos de lei e anunciou investimentos voltados a mobilidade, saúde, habitação e desenvolvimento sustentável em municípios do estado.
Um dos projetos reduz alíquotas para indústrias químicas e petroquímicas dentro de um regime fiscal especial até a transição para um novo modelo previsto para 2027.A proposta estabelece redução de tributos como PIS e Cofins entre março e dezembro de 2026, substituindo regras anteriores vetadas por ausência de previsão orçamentária.
O segundo projeto autoriza a utilização de até R$ 500 milhões do Fundo Garantidor de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil, para apoiar ações do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).
Nesta quinta-feira, o presidente Lula também anunciou que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, será o substituto de Fernando Haddad no comando da pasta.
“O Dario será o substituto do Haddad no ministério da Fazenda a partir do anúncio do Haddad. Olhe bem para a cara dele que é dele que vocês irão cobrar muitas coisas”, disse.
O nome de Durigan já havia sido indicado por Haddad nos bastidores, mas esta foi a primeira vez que Lula, responsável pela nomeação, confirmou publicamente a escolha.
*Com informações da Agência O Globo.