Greve geral e manifestações: o que diz a imprensa internacional

Veículos de imprensa estrangeiros dão destaque a paralisações e a greve geral que acontece no Brasil

São Paulo -- A imprensa internacional relatou de diferentes formas a greve geral e as manifestações que atingiram o Brasil nesta sexta-feira, 29 de abril.

A rede britânica BBC relembra que esta é a primeira greve geral em duas décadas. Um correspondente afirma, na BBC, que algumas ruas de São Paulo ficaram vazias. "Parece um feriado", relatou o jornalista.

A matéria, "Primeira greve geral de duas décadas atinge Brasil", analisa, no entanto, que as manifestações devem trazer pouco impacto para o presidente Michel Temer (PMDB). "Seja qual for o resultado para os protestos, Temer ainda parece bastante forte no Congresso", afirma a matéria que cita a aprovação das novas leis trabalhistas com folga nesta semana.

O jornal americano The New York Times relembra alguns episódios de violência durante os protestos. O jornal cita tensões entre manifestantes dentro do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O texto também cita o uso de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes perto dos terminais da Baía de Guanabara.

O texto cita também paralisações em São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre. O jornal credita as manifestações como evidência de "fissura na sociedade brasileira sobre o governo de Temer e suas políticas". Para o New York Times, os protestos refletem o problema do governo em convencer a população da necessidade das reformas na Previdência e nas leis trabalhistas.

Outros veículos deram destaque para as manifestações em seus noticiários. O Wall Street Journal caracterizou a greve como uma resposta ao plano de cortes no "generoso sistema previdenciário" do Brasil. A agência de notícias Reuters relembra que a paralisação ainda se juntará ao final de semana e ao feriado do Dia do Trabalho, na próxima segunda-feira.

A agência Associated Press afirmou que as reformas de Temer daria "vida a uma economia moribunda". O jornal argentino Clarín usou a agência Ansa como fonte. O texto relembra que a última greve geral no Brasil aconteceu em 1996.

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