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Governo Lula espera que EUA apliquem tarifas adicionais de 12,5% no Brasil, diz ministro

Restam dúvidas sobre a cumulatividade com o tarifaço de 25% anunciado pelos EUA nesta quarta-feira, 15, só contra o Brasil

Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em evento após anúncio de tarifaço imposto pelos EUA a exportações brasileiras, em julho de 2026 (Júlio César Silva/MDIC)

Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em evento após anúncio de tarifaço imposto pelos EUA a exportações brasileiras, em julho de 2026 (Júlio César Silva/MDIC)

Ivan Martínez-Vargas
Ivan Martínez-Vargas

Repórter especial em Brasília

Publicado em 16 de julho de 2026 às 19h06.

Última atualização em 16 de julho de 2026 às 19h08.

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O ministro Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), afirmou nesta quinta-feira, 16, que o governo Lula espera a aplicação de mais uma taxa, de 12,5%, sobre as exportações brasileiras pelos Estados Unidos na próxima semana.

Rosa fez referência à segunda investigação aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) contra o Brasil e um grupo de outras 59 economias, incluindo o Reino Unido, a União Europeia e a Argentina, que tem como argumento o suposto uso de trabalho forçado por esses países e blocos.

"A expectativa é de que a tarifa de trabalho forçado venha para todos (os países incluídos na investigação). Aí vamos saber se vai somar com essa. Provavelmente na quinta-feira que vem saberemos se serão cumulativos os 12,5% e os 25%", disse o ministro.

A investigação, aberta no âmbito da Seção 301 da legislação comercial americana, é vista pelo governo brasileiro como uma forma de substituir uma tarifa anterior de Trump, de 10%, aplicada a dezenas de países e derrubada pela Suprema Corte dos EUA.

Essa investigação coloca o Brasil no grupo de países e blocos econômicos que importaram produtos supostamente feitos com trabalhos forçados entre os anos de 2021 e 2025. No caso brasileiro, o USTR menciona alumínio, algodão, baterias de lítio, eletrônicos e tabaco.

Segundo tarifaço

Os Estados Unidos anunciaram, na noite da última quarta-feira, 15, a aplicação de uma tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras, com uma lista de exceções de aproximadamente 2.100 produtos, entre os quais segmentos tradicionalmente exportadores, como aviões, autopeças, carne bovina, café, peixes, petróleo, além de minerais como ferro e alumínio.

Esse é o segundo tarifaço aplicado sobre o Brasil. O primeiro, de 50%, foi anunciado pelo presidente Donald Trump no ano passado, tendo como razão o que o americano chamava de "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa tarifa foi posteriormente derrubada, também pela Suprema Corte dos EUA.

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