Presidente Lula em debate da TV Bandeirantes (Ricardo Stuckert/Flickr)
Repórter especial em Brasília
Publicado em 21 de outubro de 2026 às 12h58.
Última atualização em 21 de outubro de 2026 às 13h02.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou à TV Globo o pedido para que haja uma checagem em tempo real das falar durante o confronto entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL à Presidência, a ser realizado na sexta-feira, 23.
O ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, disse que é preciso ter checagem "porque Flávio Bolsonaro mente o tempo todo". A exigência da campanha de Lula ocorre após o senador ter feito afirmações inverídicas durante o debate realizado pela TV Bandeirantes no último domingo. A declaração foi dada pelo ministro após cerimônia de sanção do Prospera MEI, nesta quarta-feira, 21, no Palácio do Planalto.
Entre as afirmações de Flávio que não correspondem à realidade, está dizer que Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso sob suspeita de operar fraudes em aposentadorias e pensões, fez parte do governo Lula. Flávio também disse que não mantém um escritório com o Careca. Reportagens já confirmaram, porém, que uma empresa do senador tem o mesmo endereço de 16 empresas de Antunes.
O senador também disse que nunca quis tirar a numeração de munições, mas apoiou um projeto de lei sobre o tema em 2022. Na entrevista à TV Globo, na semana passada, o senador disse que o caso era "um detalhezinho", apesar de críticas de especialistas de que o projeto, se aprovado, dificultaria investigações de crimes.
Na terça-feira, o senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula, já havia dito que a campanha de Lula faria o pedido para que haja uma checagem de fatos ao vivo.
Sidônio também afirmou que Lula não vai mais permitir que Flávio Bolsonaro fique o tempo todo atrás dele no enquadramento. A postura do bolsonarista, que ficou atrás de Lula fazendo gestos de reprovação enquanto o petista falava para a câmera no último debate, foi alvo de críticas à moderação do evento promovido pela Band.
"Lula vai ficar no púlpito se necessário. Essa estratégia da extrema direita (de ficar atrás do candidato) é usada no mundo inteiro e não vai acontecer neste debate (TV Globo)", afirmou Sidônio.
A EXAME questionou a TV Globo sobre a mudança das regras no debate, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto. Qualquer modificação na dinâmica do confronto precisa do acordo das duas campanhas. O espaço segue aberto.