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Governo de SP planeja criar 'Mais Residentes'

Detalhes do programa ainda estão sendo desenhados pela equipe do secretário estadual de Saúde, David Uip, que assumiu o cargo há duas semanas


	Médico: os 5,5 mil residentes da rede estadual têm seus salários pagos integralmente pelo governo
 (Michele Tantussi/Bloomberg)

Médico: os 5,5 mil residentes da rede estadual têm seus salários pagos integralmente pelo governo (Michele Tantussi/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 1 de setembro de 2013 às 11h49.

São Paulo - O governo do Estado de São Paulo estuda lançar um programa para ampliar o número de médicos residentes nos hospitais estaduais paulistas, como resposta ao programa Mais Médicos do governo federal. Esse "Mais Residentes" reforçaria o contingente atual de 7 mil profissionais em formação no Estado (o que representa metade do total do País), dos quais 5,5 mil estão em estabelecimentos administrados pelo governo paulista.

Os detalhes do programa ainda estão sendo desenhados pela equipe do secretário estadual de Saúde, David Uip, que assumiu o cargo há duas semanas. A data para lançamento oficial só deve ser definida no começo da semana que vem.

Ampliação restrita

Os 5,5 mil residentes da rede estadual têm seus salários pagos integralmente pelo governo. O restante está enquadrado em parcerias entre universidades e instituições privadas. A ampliação estaria restrita aos médicos dos hospitais públicos estaduais.

"Mais médicos é sempre bom, né? Precisamos é de bons médicos e, por outro lado, equipes multidisciplinares de profissionais, porque não é só de médicos (que precisamos)", disse o governador Geraldo Alckmin (PSDB) neste sábado de manhã, em uma visita a obras da Linha 15-Prata do Metrô. "Nós pretendemos ampliar a residência médica. Acho que essa é talvez uma das maiores contribuições que a gente vai fazer para a questão de formação."

A iniciativa é bem-vista pelo presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto D'Ávilla. "É uma solicitação antiga, dependemos de vagas para os residentes há muito tempo." Mas ele faz ressalvas. "O que precisa é saber se os hospitais onde serão feitas as residências terão estrutura, se farão cirurgias." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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