Governador aparece apoiando TelexFREE em vídeo

Governador do Acre, Tião Viana, aparece em vídeo da TelexFREE afirmando que é a favor da empresa, acusada de pirâmide. Cerca de 10% dos acreanos são divulgadores
 (EXAME.com)
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Marco PratesPublicado em 25/11/2013 às 16:29.

São Paulo – A justiça ainda não decidiu se os negócios da TelexFREE, acusada pelo Ministério Público de praticar pirâmide financeira, são ou não legais. O governador do Acre, Tião Viana (PT), porém, aparece em vídeo – divulgado pela própria empresa - apoiando a atividade da companhia. A assessoria do governo afirma que Viana queria apenas esclarecer boatos divulgados nas redes sociais.

Você pode dizer: ‘olha, eu tenho o governador do Acre como testemunha a favor dessa atividade’, diz Tião Viana no vídeo se dirigindo à Carlos Costa, sócio da TelexFREE (veja vídeo ao final – o governador aparece aos 4:38).

E pode me usar em qualquer tribunal. O que eu lhe disse aqui eu digo no STJ. Eu não vi ninguém reclamar, como é que eu posso ser contra?, completa o governador no trecho divulgado da conversa.

O vídeo foi publicado pela empresa em seu perfil no Facebook no dia 20 de novembro, e foi gravado durante a ida de Carlos Costa ao Acre para uma audiência de conciliação entre a empresa e o Ministério Público do Estado, ocorrida na quinta feira anterior.

O encontro não resultou em acordo.

O vídeo é uma amostra do quão difícil ficou para os políticos do Acre ignorarem a questão do bloqueio da empresa, em vigor desde o dia 18 de junho de forma liminar pela juíza Thaís Khalil, da 2º Vara Cível de Rio Branco.

Até mesmo por cálculo eleitoral: calcula-se que 10% dos acreanos tenham aderido ao negócio, que soma mais de um milhão de divulgadores em todo o país.

Resposta
Segundo a secretária-adjunta de Comunicação do Estado do Acre, Andrea Vilio, o governador Tião Viana apenas quis esclarecer que não tem participação no bloqueio da empresa, hipótese que foi difundida nas redes sociais.

Tentaram colocar, inclusive muitos que aderiram à TelexFREE, como se o governador tivesse feito algo para a empresa acabar. Ele reconhece a autonomia da Justiça e que cabe a ela julgar, afirmou a secretária.

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