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Genial/Quaest: 51% concordam com Lula e culpam Flávio Bolsonaro pelo tarifaço

A pesquisa também mostra que 42% dos eleitores afirmam que o tarifaço aumenta a vontade de votar em Lula

Flávio Bolsonaro: senador do PL é visto como culpado pelas sanções econômicas da gestão americana (Reprodução)

Flávio Bolsonaro: senador do PL é visto como culpado pelas sanções econômicas da gestão americana (Reprodução)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 16 de julho de 2026 às 10h15.

Última atualização em 17 de julho de 2026 às 09h31.

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A maioria dos brasileiros concorda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e atribui ao senador Flávio Bolsonaro (PL) a responsabilidade pelo novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 16.

Os dados mostram que 51% dos entrevistados concordam com a avaliação de Lula, enquanto 30% concordam com a versão apresentada por Flávio Bolsonaro, de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não teria sido incentivado a taxar produtos brasileiros.

Na comparação com o levantamento de junho, o percentual dos que concordam com Lula subiu quatro pontos percentuais, enquanto o dos que concordam com Flávio Bolsonaro recuou cinco pontos.

Outro ponto investigado pela pesquisa foi a percepção sobre as motivações para a adoção das novas tarifas. Cerca de 49% dos entrevistados afirmam que a medida é uma reação ao Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Outros 33% acreditam que a decisão foi motivada por declarações de Lula contra os Estados Unidos.

Tarifaço aumenta vontade de votar em Lula

A pesquisa também mostra que 42% dos eleitores afirmam que o tarifaço aumenta a vontade de votar em Lula, alta de três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Já 27% dizem que a medida aumenta a disposição de votar em Flávio Bolsonaro, queda de três pontos na comparação com junho.

O levantamento indica ainda que 48% dos brasileiros têm uma visão desfavorável dos Estados Unidos, o maior percentual registrado nos últimos três meses. Já a percepção favorável, que era de 44% em março de 2025, caiu para 34% na pesquisa mais recente.

A nova tarifa de 25% foi adotada após uma investigação feita contra o Brasil, por meio da Seção 301, iniciada em julho de 2025.

No começo de junho, o USTR, um órgão do governo americano, concluiu que o Brasil age de forma não razoável no comércio bilateral, por práticas como o uso do Pix, a taxação do etanol americano e a falta de combate à corrupção e ao desmatamento.

Uma série de exceções, que incluem café, carne, frutas e partes de aviões, entre outros, foi adicionada pela gestão Trump.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07181/2026.

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